Released on November 30, 2021

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[Verso]

Ninfa, trazes líbido e eu imito

Não me limito no dicionário, é lindo e tu

És o motivo, e tudo o que eu largo

Em vocábulos é sentir-te como em espírito

Então inspiro e fundo

É cíclico

O amor mundano

Mas eu trouxe o verídico, ya

Sentido empírico

O mundo fica menos labiríntico quando largas a roupa

Eu tiro e cinto, e nu, vejo em ti sentido

Impagável, e o resto não vale um cêntimo

O incentivo claro é cada curva que eu sinto e mudo

Não falo nada, amante intrépido, inédito

Até me senti cool

Porque honestamente isto não é algo a que me habitue

Dois imperfeitos dão perfeição?

Pura matemática da afeição

A equação? Surge da incógnita

Eu sei que são variáveis que não deixam

Definir a nossa razão, mas então?

Isto não é científico, é prolífero e recíproco

Toco-te e fico no íntimo, o resto é infrutífero

O nosso epílogo dá por cada dia um livro

Tu és o calor, febre do tifo, tudo o que eu conquisto, eu juro

Que é um passo mais perto de ti, o resto é quase nulo

E se em tudo o resto eu quase fiz, aqui eu faço, assumo

Bora ficar no lusco-fusco, não há luz que custe

Mais que o teu busto, justo é que tu ofusques os que

Puxam lustre sujo, mas não valem tusto, burros

No teu jardim, só me quero a mim, e tu seduz-me