Released on February 20, 2026

Thumbnail

Não tou a desistir de nós

Tou-te a afastar da tempestade

Esvaziar o copo

Que nada em mim tem prestado

A deixar fugir os nós

E sei bem o que isso tem custado

Fico em que estado?

Deixa-me encostado

Se eu só sei ser sozinho deixa-me estar

A sós a dar abrigo ao mau estar

Quanto é que isto vale?

É que o preço da dor que eu sinto tá mais caro e só me pagas em cigarros

Só que esse vinho tinto é tinta na minha pele de cada vez que tu me agarras

E se eu quiser tu hoje não paras

E se quiseres então não pares, não pares

Deixa-te encostar

E paramos a tempo da tempestade

E se a chuva cair cai à vontade

Fica à vontade

Fica à vontade

Não tou a desistir de nós

Tou-te a afastar da tempestade

Esvaziar o copo

Que nada em mim tem prestado

A deixar fugir os nós

E sei bem o que isso tem custado

Fico em que estado?

Deixa-me encostado

Se eu só sei ser sozinho deixa-me estar

A sós a dar abrigo ao mau estar

Passo o tempo deitado

O que eu tinha, dei-te há-de

Florir noutro peito de barro

E eu a murchar deste lado

Nada puxa tipo tenho que ir estudar

É mais fácil tar parado a olhar pro copo, vê-lo ganhar tempestade

Na tua ausência à mesa tudo fica chato

Sobra o som dos talheres a bater no prato

Silêncio só me fere se não partilhado

Contigo, e em todo espelho cruzo-me com o culpado

A culpa é minha se morremos mais cedo

Mas é possível que eu te peça para voltar a ti pra voltar a nascer

Não tou a desistir de nós

Tou-te a afastar da tempestade

Esvaziar o copo

Que nada em mim tem prestado

A deixar fugir os nós

E sei bem o que isso tem custado

Fico em que estado?

Deixa-me encostado

Se eu só sei ser sozinho deixa-me estar

A sós a dar abrigo ao mau estar

Se eu só sei ser sozinho deixa-me estar

A sós a dar abrigo ao mau estar