Não tou a desistir de nós
Tou-te a afastar da tempestade
Esvaziar o copo
Que nada em mim tem prestado
A deixar fugir os nós
E sei bem o que isso tem custado
Fico em que estado?
Deixa-me encostado
Se eu só sei ser sozinho deixa-me estar
A sós a dar abrigo ao mau estar
Quanto é que isto vale?
É que o preço da dor que eu sinto tá mais caro e só me pagas em cigarros
Só que esse vinho tinto é tinta na minha pele de cada vez que tu me agarras
E se eu quiser tu hoje não paras
E se quiseres então não pares, não pares
Deixa-te encostar
E paramos a tempo da tempestade
E se a chuva cair cai à vontade
Fica à vontade
Fica à vontade
Não tou a desistir de nós
Tou-te a afastar da tempestade
Esvaziar o copo
Que nada em mim tem prestado
A deixar fugir os nós
E sei bem o que isso tem custado
Fico em que estado?
Deixa-me encostado
Se eu só sei ser sozinho deixa-me estar
A sós a dar abrigo ao mau estar
Passo o tempo deitado
O que eu tinha, dei-te há-de
Florir noutro peito de barro
E eu a murchar deste lado
Nada puxa tipo tenho que ir estudar
É mais fácil tar parado a olhar pro copo, vê-lo ganhar tempestade
Na tua ausência à mesa tudo fica chato
Sobra o som dos talheres a bater no prato
Silêncio só me fere se não partilhado
Contigo, e em todo espelho cruzo-me com o culpado
A culpa é minha se morremos mais cedo
Mas é possível que eu te peça para voltar a ti pra voltar a nascer
Não tou a desistir de nós
Tou-te a afastar da tempestade
Esvaziar o copo
Que nada em mim tem prestado
A deixar fugir os nós
E sei bem o que isso tem custado
Fico em que estado?
Deixa-me encostado
Se eu só sei ser sozinho deixa-me estar
A sós a dar abrigo ao mau estar
Se eu só sei ser sozinho deixa-me estar
A sós a dar abrigo ao mau estar