[Refrão: xtinto]
Enquanto o sofá me engole
E o barulho das luzes passa incólume
Eu guardo-te o teu espaço no meu colo
Provoco o teu sorriso parvo e colo-me
Mas quando o sofá me engole
Nos dias que a saudade mata a fome
Eu cinjo-me ao meu espaço, eu isolo-me
Lembro o teu sorriso parvo e dói-me
Ainda mais
[Verso 1: xtinto]
Eu juro
Nem a lua enche tanto como os olhos que eu tenho
Que amuam de te ver distante só os afogo tamanho
É o dilúvio que vai neste pranto que tem fogos também
Mas juro
Que esses nossos verdes anos são dum Carlos Paredes
Nós matamos a sede tamos entre quatro paredes
Não nos vamos nos entretantos somos mais que parentes
Eu não guardo nada entre parêntesis
Mas se não digo nada vejo-te a ler e isso
Faz-me sentir mais que mero apêndice
Eu não quero que vás fica pra sempre
[Refrão: xtinto]
Enquanto o sofá me engole
E o barulho das luzes passa incólume
Eu guardo-te o teu espaço no meu colo
Provoco o teu sorriso parvo e colo-me
Mas quando o sofá me engole
Nos dias que a saudade mata a fome
Eu cinjo-me ao meu espaço, eu isolo-me
Lembro o teu sorriso parvo e dói-me
Ainda mais
[Verso 2: ed]
Se ela se for
Aí vai doer
Já sei que tudo passa
Não me faz sentir melhor
Tira me o sono
Calar, esconder
Amar demais amor
Não é amar
Eu queria poder contar-lhe
Que nas noites sem ela eu fui dormindo por sofás
De quem não conhecia
A fazer o que não se faz
Mas ninguém como tu preenchia tão bem o espaço, que deixaste, que ficou pra trás
Se ela vai eu vou
Depois volta adoro
Quer me cá ter sempre mesmo
Quando vai embora
Tentei ser teu amor, ai
Porque em sonhos não se morre
Mas quem semeia ventos
Depois tempestades colhe
[Refrão: xtinto]
Enquanto o sofá me engole
E o barulho das luzes passa incólume
Eu guardo-te o teu espaço no meu colo
Provoco o teu sorriso parvo e colo-me
Mas quando o sofá me engole
Nos dias que a saudade mata a fome
Eu cinjo-me ao meu espaço, eu isolo-me
Lembro o teu sorriso parvo e dói-me
Ainda mais