Released on February 10, 2023

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[Letra de "Noé"]


[Refrão]

Uh-ya, a ver se duvidam do Noé quando vier a chuva

Não quiseram bulir na arca, riram bué

A ver se duvidam do Noé quando vier a chuva, dilúvio, ya

Uh-ya, a ver se duvidam do Noé quando vier a chuva

Não quiseram bulir na arca, riram bué

A ver se duvidam do Noé quando vier a chuva, dilúvio, ya


[Verso 1]

Huh, 'tou com o Garfo de Poseidon, huh

Todo o mar me deu co-sign, huh

Nem é caneta que 'tá foda

É tesoura da poda, isso é folha de bonsai, hm

Dizem: "Foda-se", nem sou o Chaylan

Beat molda-se ao meu xaile onde vai chorando o meu fado

Timbre anasalado entupido com o passado

Ararate é quem me abraça o barco

Sei que atraco onde encontrar meu espaço

Circundar o cabo atormentado

Eu sei que todo o monstro aqui foi inventado

Que eles não me querem na rota que os pôs no sucesso

Sei que o ego arrota alimentado em excesso

Há sangue se o garrote apertar esse verso

Há sanguessugas a boicotar a minha fé

O mar que nadas vai afundar quem erre

Eu Marco Tábuas, me'mo a dar p'ra GR

Há coordenadas que não 'tão no GPS

É um muro de nadas até que surja a benesse

Uh-ya, uh-ya, se a chuva aparece

Vou deixar entrar quem lidou com o meu stress

Nunca vais ver Judas pegar no meu leme, nah


[Refrão]

Uh-ya, a ver se duvidam do Noé quando vier a chuva

Não quiseram bulir na arca, riram bué

A ver se duvidam do Noé quando vier a chuva, dilúvio, ya

Uh-ya, a ver se duvidam do Noé quando vier a chuva

Não quiseram bulir na arca, riram bué

A ver se duvidam do Noé quando vier a chuva, dilúvio, ya


[Verso 2]

Vai por mim, rappers já não giram desse pipe a mim

Pensam que sou órfão, não há pai p'ra mim

Com sangue e suor eu vou calcar caminho

Cacau que anime o mambo, eu 'tou cá c'a team

Tu cata, eu digo "kanimambo" a quem 'tá cativo

No caos que eu tive, 'tou Drake, não há novos amigos

Aqueles que não engordam, são os olhos antigos

Ninguém quer viver do ar cá, nem p'ra respirar dá

É mistério tipo: "Booyaka, booyaka"

Até verter a arca, vou 'tar em modo arcade

A brincar com quem conspira por ter um dilúvio cá

Uh-uh-yeah, cuidado que a fraqueza consome a tua carne

Dá-te pobreza para o teu espírito, na gíria: "Vais baicar"

É beleza da mais gira dizeres que 'tou mais caro

Mas é ser que te torna fraco e essa carne má

Vai ficar a ver teu Éden virar Baghdad

Elevar-te ao teu éter p'ra te rebaixar

Meter-te numa guerra que só dá crachá


[Refrão]

Uh-ya, a ver se duvidam do Noé quando vier a chuva

Não quiseram bulir na arca, riram bué

A ver se duvidam do Noé quando vier a chuva, dilúvio, ya

Uh-ya, a ver se duvidam do Noé quando vier a chuva

Não quiseram bulir na arca, riram bué

A ver se duvidam do Noé quando vier a chuva, dilúvio, ya


[Bridge]

(Quando vier a chuva, ooh

Quando vier a chuva, ooh

Quando vier a chuva, ooh)


[Outro: Hip-Hop Cru & DEZ]

O xtinto, quando eu o entrevistei para o nosso podcast, ele disse que a "Odisseia" foi um passo importante não só para a vossa carreira mas também para o pessoal de Ourém que começou a ouvir-vos e a consumir, sentiste isso?

Ah sim, sem dúvida.. ah é como.. acho que ele também refere isso na entrevista dele. Não éramos muito levados a sério quando era OC Crew, ainda havia muita gente que dizia "Pah ya isto são só uns putos a tentar fazer rap"

E sentes que é importante ter o apoio da terra-mãe?

Ah, sem dúvida, isso é... começou aqui, lembro-me dos primeiros concertos de OC Crew meia dúzia de gajos lá atrás, amigos nossos só à frente tipo a curtir e mal sabiam a letra, pah depois quando veio "Odisseia" e agora atuamos, pronto se dermos um concerto na terra, a casa 'tá cheia, o pessoal todo a cantar as nossas letras, é um apoio incrível mesmo