Released on February 20, 2026

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[Refrão]

O que faz falta a esta cidade

São os teus olhos sobre ela

É isso que inventa a paisagem (Hmmm)

Da tinta que faz a saudade

Chorei aguarela

Que fura papel de qualquer gramagem

Se um dia o rio secar

Eu sangro à margem p'a ele nascer de novo

Se um dia o rio secar

Eu sangro à margem p'a ele nascer de novo


[Verso 1]

Da foz à nascente

Em nós tanta gente

Passa, mata a sede

E deixa emoldurar

Se nós é para semprе

Eu não sei mas tento

Viver do prеsente

E deixá-lo durar

E dou valor

Não é acaso eu ter escorregado em ti

Ouve amor eu juro eu dou valor

Quando chove a calçada de Lisboa não tem atrito

Não (Não)


[Refrão]

O que faz falta a esta cidade

São os teus olhos sobre ela

É isso que inventa a paisagem (Hmmm)

Da tinta que faz a saudade

Chorei aguarela

Que fura papel de qualquer gramagem

Se um dia o rio secar

Eu sangro à margem p'a ele nascer de novo

Se um dia o rio secar

Eu sangro à margem p'a ele nascer de novo


[Verso 2]

É o nosso rio Tejo

Do que é que ele é feito quando tu não 'tás a olhar

Do que caiu deste

Rosto quando foste fiz aquilo que salga o mar

Houvesse algum mártir

Maior do que eu no que é amar-te e a

Deixar o curso do rio levar

Em conchas ouves o alto mar e

Dizes querer ficar comigo

A aturar tudo o que eu escrevinhar

Então diz-me


[Refrão]

Que o que faz falta a esta cidade

São os teus olhos sobre ela

É isso que inventa a paisagem (Hmmm)

Da tinta que faz a saudade

Chorei aguarela

Que fura papel de qualquer gramagem

Se um dia o rio secar

Eu sangro à margem p'a ele nascer de novo

Se um dia o rio secar

Eu sangro à margem p'a ele nascer de novo