[Refrão]
O que faz falta a esta cidade
São os teus olhos sobre ela
É isso que inventa a paisagem (Hmmm)
Da tinta que faz a saudade
Chorei aguarela
Que fura papel de qualquer gramagem
Se um dia o rio secar
Eu sangro à margem p'a ele nascer de novo
Se um dia o rio secar
Eu sangro à margem p'a ele nascer de novo
[Verso 1]
Da foz à nascente
Em nós tanta gente
Passa, mata a sede
E deixa emoldurar
Se nós é para semprе
Eu não sei mas tento
Viver do prеsente
E deixá-lo durar
E dou valor
Não é acaso eu ter escorregado em ti
Ouve amor eu juro eu dou valor
Quando chove a calçada de Lisboa não tem atrito
Não (Não)
[Refrão]
O que faz falta a esta cidade
São os teus olhos sobre ela
É isso que inventa a paisagem (Hmmm)
Da tinta que faz a saudade
Chorei aguarela
Que fura papel de qualquer gramagem
Se um dia o rio secar
Eu sangro à margem p'a ele nascer de novo
Se um dia o rio secar
Eu sangro à margem p'a ele nascer de novo
[Verso 2]
É o nosso rio Tejo
Do que é que ele é feito quando tu não 'tás a olhar
Do que caiu deste
Rosto quando foste fiz aquilo que salga o mar
Houvesse algum mártir
Maior do que eu no que é amar-te e a
Deixar o curso do rio levar
Em conchas ouves o alto mar e
Dizes querer ficar comigo
A aturar tudo o que eu escrevinhar
Então diz-me
[Refrão]
Que o que faz falta a esta cidade
São os teus olhos sobre ela
É isso que inventa a paisagem (Hmmm)
Da tinta que faz a saudade
Chorei aguarela
Que fura papel de qualquer gramagem
Se um dia o rio secar
Eu sangro à margem p'a ele nascer de novo
Se um dia o rio secar
Eu sangro à margem p'a ele nascer de novo