Released on December 1, 2019

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[Letra de "caixa"]


[intro]

A tua faixa 'tá feia meu caro, ya

Lírica intrínseca no meu bagaço, tass


[Verso 1]

Já pus o capuz

A luz não o seduz

Conduzo o meu corpo no escuro

Líbido reduz

Líquido no bucho

Ofusco o meu todo e empurro

O lodo p'ro lume

Meter nojo a fundo

Vejo o sol é forte

A morte é no sul

Apollo 'tá no norte

Noutro polo é que eu bulo

A esculpir a morgue

E a cuspir em tudo

Entulho bruto embrulho barras tavas

Fulo e mudo imundo paras largas

O move és noob é tudo cuarras dadas

Deambulo em mute incuto taras parvas

Aprendeste e vendeste o cu

'Tou bêbedo tenta tu ter estatuto

Sou lenda tal vendaval de avental eu esculpo

Eu desculpo, nem discuto

Assim durmo, tirando esta tosse eu 'tou taciturno

A rasgar-te os ossos eu sou ácido úrico

Donde fugi, Monte Fuji filmo

Então puxa a canon exato

Ateu mas só bazo canonizado

Que a fama não bate o anonimato

Pego num alter ego dou-lhe um nome e mato

Tipo isto nem é fado viste bem é facto

Visco assoado ao cachené

Disco vem riscado

Diz que nem fisgado o isco tem pegado um gajo (Neh)

Vim tibado desde o cais do sodré

À pesca de um baço no Loch Ness

Sou peça que não encaixa num bloco, esquece

Um Messi com a faixa dum god, bless


[Refrão]

A tua faixa 'tá feia meu caro

'Tás preso na caixa de areia onde eu cago

Relaxo a minha veia e dou um bago de aço

Lírica intrínseca no meu bagaço tasse

Viro o meu braço dá-se

Metamorfose no meu caso bazo

Tanto o torci que ele tá quase gasto

A tua faixa 'tá feia meu caro

'Tás preso na caixa de areia onde eu cago

Relaxo a minha veia e dou um bago de aço

Lírica intrínseca no meu bagaço tasse

Viro o meu braço dá-se

Metamorfose no meu caso bazo

Tanto o torci que ele tá quase gasto


[Verso 2]

Baço bafo

'Tou em Guantanamo

Preso não cuba o meu âmago

Ileso dou fuga que ele anda no

Desprezo e deambula no pântano

Surpreso que a tuga diz canimambo

Tudo teso e sem bucha e nunca ninguém bule

Meu peso ninguém puxa que o caminho é duro

Se o terço te intruja 'tão bem vindo ao mundo

Findado o combate

Atraco a barca no ararat

Click é fatah eu sou arafat

Que o meu spit é fatal e o meu ar abate

Embate no parto eu parto e rasgo lábios

Sem claque em palco é Stradivarius

Bem raro e parvo eu estrago vários

Cenários, paro divago pálido

Que eu sou Álvaro Cunhal

Barba no pinhal

Tártaro dental

Baba no vinhal

Chaga no punhal

Estraga o recital

Ritual praxe eu trago o traje

Malfadado encaro Bocage

Que o karma dá cabo de um gajo pago bem caro fugaz

Bazo de carro num flash


[Refrão]

A tua faixa 'tá feia meu caro

'Tás preso na caixa de areia onde eu cago

Relaxo a minha veia e dou um bago de aço

Lírica intrínseca no meu bagaço tasse

Viro o meu braço dá-se

Metamorfose no meu caso bazo

Tanto o torci que ele 'tá quase gasto