Released on August 15, 2019

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[Verso 1: IZENZÊÊ]

Afeto, abraço

Encontro, um laço

Sim, porque o nó amarra

E o laço é desfeito

De acordo com a graça

Carinho, saudade

Apego, vaidade

Trouxemos nossas cores dentro dessa hora

Se houve mágoas, dores

Deixe-as ir embora


[Refrão: Duda Beat]

O amor não acabou


[Verso 2: IZENZÊÊ]

Como e Sita e Rama, amando a gente se ama

Como Raí e Babalu, dançando Sweetest Taboo

Como Frida e Diego, pondera sobre o apego

Eurídice e Orfeu, esmigalha esse “meu”

Rosinha e Chico Bento, a casa e o sustento

Tipo Sartre e Beauvoir pelo filosofar

Como Chico e Marieta nos 70 sem treta

John e Yoko, cantando até ficar rouco

Tarzan e Jane, e que o resto se dane

Como Homer e a Marge, na vibe extra large

A Ceci e o Peri, na mata adentro a subir

Como a Madonna e o Basquiat, na arte do amar


[Refrão: Duda Beat]

O amor não acabou


[Verso 3: Duda Beat]

Meia cebola roxa, azeite, um limão inteiro

Dois likes de Instagram e um texto do Meijueiro

Três pingos na minha coxa, dez músicas de Caetano

Mergulho de manhã e lembranças daquele ano

E choro e rio

E volto e penso

Se ele não ligar

Eu me amo nessa cozinha

Curtindo o cozinhar

E o fato de ser só minha


[Verso 4: IZENZÊÊ]

Por outro ponto de vista, outra manhã vem nascendo

Nós somos duas crianças, ainda errando e aprendendo

Um dueto pra história, a florada do Ipê

Um casal que casava, éramos eu e você

Mas o amor tem mistérios que vão além da paixão

Já disseram poetas, e digo ao meu coração

Morre e nasce trigo, vive e morre pão

Muito mais que lindas, coisas findas ficarão


[Saída: Duda Beat]

O amor não acabou

Se transformou

Em outro amor