Released on May 28, 2017

Thumbnail

Ayo o calendário Maya deve-se ter alinhado ou algo semelhante ou pode ser so aquela cena chamada de fazer acontecer Nova Ordem Crewcodílica eu só quero que vocês saibam lest's que é um a honra um privilegio a Witch bless you, let's get it


[Refrão: Vipe]

Um caminho cheio de espinhos

Mas quem é que se importa? Quem é que se importa?

Quem caminha ao nosso lado sabe apanhar os espinhos

Sabemos do nosso trilho

Em vez de uma coroa construir uma porta


[Verso 1: Abismal]

Sei que no fundo, nunca fui dos perfeitos

Produto em estado bruto, reúno muitos defeitos

Inúmeros conceitos, são puros enfeites

Pra camuflar o passado e evitar futuros efeitos

Pouco maduro, aqui não colhem frutos de jeito

Pois asseguro seguro que se me dão o mundo, rejeito...

É que sou sempre mais um e não o único eleito

E o ritmo que procuro nunca lhes escuto no peito

Homem obtuso, um cortes puro, de porte duro

Calejado das horas a fio só no meu forte escuro

Na solidão que consome tudo, é obscuro

Por isso ergo ao meu redor muros e obturo

Eu oro e imploro pa ser melhor, juro

Invoco God e rogo pra qu'o seu dó me cure

No meu orgulho, dei golpes que não me orgulho

Logo auguro, que na morte o ódio me procure

Eu capto nas fábulas as bácoras, anáforas

Catáforas, parábolas, só guardo as metáforas

Eu faço das mágoas as tábuas e espátulas

Com que faço umas estátuas... dou cabo das palavras

Sinto algo nas pálpebras divago nas álgebras

Problemas que não passam com teoremas de Pitágoras

Escravo das centenas de poemas e de rábulas

Dilemas geram temas que vão de Atenas até fráguas

Eu faço das intrigas inimigas e desfaço-as

Desabafo as feridas em batidas depois gravo-as

Renasço das cinzas mas as diferenças são algumas

Voltei diferente como Drácula ou criaturas análogas

As Gárgulas não estranho as lições árduas que eu tenho

Nestas pautas não são cábulas nestas aulas eu não anho

Mantenho-me sempre a leste das diásporas de crápulas

Faço como Moisés eu separo as águas


[Verso 3: Se7en]

Abro a biblioteca das sombras Onde as névoas cegam os corvos

Macabro é o livro das trevas Dar vida ao livro dos mortos

Mago amarro na masmorra Que assombra a nova ordem dos votos

Pecado é livre mercado Marcado pla honra dos corpos

Sente a poção da opção Na obtenção da influência

Pais de Santo, amarração Manipulação, sobrevivência

Quais não são nesta nação Sem ter noção que a consciência

São três partes desta questão Na terça parte da experiência

Da separação das águas à reunião dos oceanos

Vai dar-te água plas barbas a rebelião dos seres humanos

Estamos na coleção das mágoas Salas de aula têm planos

Eu não acabo cas palavras Mostro as jaulas e enganos

Santos pedem silêncio Quando o demónio veste a capa

Cânticos quânticos, incenso entra no pódio, peste é quarta

Entre tantos cânticos penso No óbvio deste mapa

Que retrata o comum de um senso o ódio por certa carta


[Bridge: Vipe]

Mas o ódio não nos cega, o ódio só nos mata

Ás vezes pergunto se cantamos pelo ódio

Ponho a correr sons que eu fiz com uma gera

Gera que já era, tive de olhar por mim próprio

Remorsos não tenho, olhar para trás não vou

Eu só vim agradecer a quem bem me encaminhou

Tu estás em mim és um bocado do meu flow

A Deus manda em mim é mais um livro que eu te dou


[Verso 4: Break0ut]

Se tu soubesses, que nem Sobek ajuda o Rap, Isto Dó Mete

E só de perto, é que bons mans, encontras no Underground são os do Top Ten

Mas oh Man, olha-me estes fags, Em vez de Sound Clash, fazem Sound Cash

That Sounds Bad, Tá tudo Mad, Tá tudo Fat, não tá tudo Fresh

São tudo restos, a rimar rés, vés e vês-os em, marcha-a-ré

É Tudo Dread, Judge tipo Dredd, Mas tipos desses

São tipo pensos, eu dispenso, eu digo que penso, neste Imenso

Oceano d'ódio que é Intenso, e mereço Porque imerso

Eu tou

Porque vivemos crendo em cemitérios, critérios da vida que moldam o perfil

Nós não viemos mudar o Pretérito, Viemos mudar o futuro Unreal

Conhecimento d'antigos sumérios, Isto é Witchcraft com CrewCodilos

Mensagem propaga por um novo Império lições recebidas por Enki e Enlil

Agarra a verdade com garras, mas cuidado como a acartas

Desde que tu não a partas, ou deixes que ela de ti parta

Se nunca te achaste normal, e esta Terra tu descartas

Usa Esta faixa como um Portal que te leva até Agartha

À deriva na jangada

Ás vezes sem controlo no trajeto da jornada

E quando nos sentimos nada

Pelo menos temos alguém com quem se desabafa

Tu n percebes é um clássico de hiphop

Tu n percebes isto é acima do hiphop

Aquilo que queres da vida é a sina do HipHop

É por isso que hoje em dia todos têm o seu HipHop

Quem não sente, sentisse, putos à espera do bife

Mas eu nem sequer o diss, todos sabem sou bom garçon

Tanto que me deixa triste, mas o Nélson diz-me freeze

Escuta Vipe please e observa como és bom

Dizer que tenho essa noção era ser pretensioso

Não preciso ser César pra mostrar que tenho louro

Não preciso estar ao sol pra mostrar porque é que douro

Estou na sombra das sombras falta o Vince no meu sonho

Vós que trazes ares de cobra sois poeta de língua morta

Eu trago nas mãos a obra que é resultante da minha forja

Vim capaz de te pôr na fossa, vinca a página ou decora

Tenho o segredo bem guardado é Las Vegas lá fora