Released on February 4, 2018

Thumbnail

[Intro: Nutzz]

Vinyl Rap

Representando a Zona Sul, Zona Norte

Zona Leste, Zona Oeste de Curitiba, certo!?

A capital do Paraná vive o rap, cês não tão ligado

Contraste

Por toda a desigualdade social

Por toda segregação racial


[Verso 1: Nutzz]

Meu senso crítico alto, mítico, calo os pato

No ato do palco em bom tom e som

Me importo com quem se importou e só

Sem pena, a cena a minha banca furtou sem dó

Vinyl faz melhor que o melhor

Surdo é cego dos ouvido, já dizia a minha vó

Referência de Raimundos, Charlie Brown, Jorge Ben Jor

Muito passo dado

No rap eu tenho a formula, eles buscando resultado

Um conversível blindado e um 38 em cima do armário

Claro, descansa um bandido aposentado

Respeitar lei não é mais ética política

E a proibição das drogas é maléfica e mortífera

Mas ninguém sobreviverá

Então que se foda a porra toda

Torrar o mundo numa blunt de uva, tomando coca

Prazer, homem moderno, não mato a sede com água

Eu quero o céu, cansei do inferno, mas nem sei se ainda tem vaga

Mas nossa ideia ainda propaga

Pra bom entendedor meia punchline já basta

É, eu tô sem tempo pra reaça

Arte monocromática, sem cor, sem lei, sem raça

Vaza cabaço, que faço estrago sem espaço

Sem gastar cash com maço, ela mexe, não faz descaso

Dô um passo pra frente e laço ela, encaixo ela no compasso

Um pedaço da minha session é um traço a lá Picasso

Yo no soy pablo


[Verso 2: Geaga]

E nem te falo, estoy virado, bolso zerado

E não me ouça se teu voto é Bolsonaro

Complicado é espaço, é embaçado, eu embaço

Me chame de arquiteto, ó o que eu fiz com esses compasso

Sem dar brecha me queixo, upper no queixo

Isso daqui é rap do sul, não ouviu porque é fora do eixo

Cem festas e esqueço, se ela me pede eu deixo

Isso daqui é dois pé na porta, e a responsa eu bato no peito

Complico igual achar suspeito, conflito por espaço aceito

Respeito nas casa eu quero, pra Bali Hai ó meu dedo

Caguei pro teu teto nobre, pro tamanho do teu espaço

Eu vou transformar isso num circo já que trato igual palhaço

Muleque que traga as suas bagas

Mais rap que tu evita as vaias

Acerte que o respeito é mérito e em débito no meu registro sem falhas

Foda-se esses meritocrata

“Que espaço é só pra quem trabalha”

Até que eu aceito o que é ético, céticos pensam em jogar a toalha

Meu conflito interno, nem peguei no caderno

Veja, a terra é o inferno

Veja quanto que falta pra acabar o mundo, com Temer, Trump e seus governo

Mas já sei o que quero, vou levantar dinheiro

Crescer igual coqueiro, fundar um puteiro, escolher umas vítimas e intimar o melhor coveiro


[Recorte: Paulo Henrique Amorim]

A classe média não foi para as ruas por causa da corrupção

A classe média foi para as ruas com medo de o filho da empregada tomar o lugar no emprego do filho da madame


[Saída]

O meu contraste tá no espelho

O meu contraste tá na veia

O meu contraste é traço feito

Agora tá na tua cabeça

O meu contraste agora aceita

O meu contraste tem respeito

O espaço é nosso, Curitiba

Aqui é o Vinyl fora do eixo


[Recorte: Paulo Henrique Amorim]

Se a classe média tivesse de fato ódio à corrupção

A Avenida Paulista estaria engarrafada desde que esses golpistas assaltaram o poder