Released on January 31, 2018

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[REFRÃO]

Vivemos de essência

Almas vão entrando em decadência

Palmas e sarcasmo as consequências

Pra continuar nesse caminho e conviver em sociedade

É preciso cada vez mais paciência


[FILIPE FORTUNATO]

Entre (!): Goles, tragos, beijos e abraços

Engoles o estrago e abraças o naufrágio

Mesmo sabendo que não Há.mar

Quem sim? Quem não? Por que então?

Eu sei! Ouvi! Faram que não adianta tentar!

Sendo parta ativo

Sendo parte nocivo

Motivos paliativos

Meus versos tentam se suicidar

Ideologia e símbolos, cartas na mesa sem certeza

Com a benção dos padres tocando fogo em igrejas

Somos lobos famintos tentando se entender

Somos a contra corrente tentando não se perder

Gozo, vinho e fumaça

Somos filhos da desgraça

Que não teve grandes guerra

Mas a interna desgasta

Amantes da morte burra

Renegados por Deus

O inferno é agora

Pague os pecados: 'Cê' cometeu!

Hoje tive uma consulta

Com meu psiquiatra

Pedi pra ele sentar e me contar todas as máguas

Disse que o homem é mau

E nossa mente é vasta

Que vamos pra qualquer lugar se dermos assas

E eu voei

Vi quebrar mascara de 'PlayBoyzã'

VI nariz de 'Pati' cair e despedaçar no chão

E alcancei a iluminação

Fantasmas que se vão

Assas que entram em combustão

Desde criança escrevendo versos de amor pra morte

Mas ela me deu fora e eu sempre encontro ela nos 'Roque'

Fiz amor com minha mente

O ódio tirou pra dançar

Sigo os passos dessa dança

Ninguém vai me parar

Enquanto vomito meu Karma

Carrego minha arma

Renego meu ego e fodo com minha palavras

Porque minha escola me ensinou a rimar na distorção

Os corre "Do It Yourself"

À pé, não de 'Busão'

Essa é a nova era

A era que te esfola

Homens mais, cheios de ódio

Somos netos dos velhos que furavam bola


[MARCEL]

E no meio do bla bla bla

Os tapas faz pla pla pla

Apanho calado pra no fim ou ouvir ratatá

Perceba a laranjada

Espere a ronda acabar

Que o maluco da quebrada falou que ia salvar

Antes de dormir eu leio a cima do espelho

Ninguém se consome por inteiro

Em preto e vermelho

E o meu desejo é sair desse desespero

Mil dias depois da primeira ordem de despejo

Preso nesse ambiente por grades e cadeados

Porque o direito de ir e vir já me foi tirado a muito tempo

E até respeito opiniões

Mas as decisões são minhas

To fora desses padrões

E eu nem quero que cê note

O meu desempenho

Quem ta perto sabe eu mereço a vida que tenho

E foi corrida desde o ponto de partida

O início ao fim quem sabe

Mas talvez nem dos 30 eu passe

Diz que tudo vai dar certo e eu espero

Mas tanto tempo depois ainda não voltou pro zero

Diz que tudo vai dar certo e eu espero

Mas tanto tempo depois ainda não voltou pro zero


[REFRÃO]

Vivemos de essência

Almas vão entrando em decadência

Palmas e sarcasmo as consequências

Pra continuar nesse caminho e conviver em sociedade

É preciso cada vez mais paciência


[DALTON]

Acelero de street pra alterar o script

Que nos que que estamos a sete palmos do chão

Satisfação, inquilino nesse equilíbrio hiíbrido

Indo e vindo nessa mundo cão

Pregado ao chão

Aos quarenta graus

Resquícios da luz me alimentando de mal

Quebrando as taças, com voz desafinada

A mente afinada palavra afiada contra a massa

Fobia de senhor feudal em caos verbal

Traumatizada natal tunder place cidade caos

E eu dando escutando vozes

Sempre me aliciando a atos piores

E eu continuo escutando vezes

E eu nem sabia de onde vinham essas vozes

Com gás pra respirar

Veneno a ploriferar

Caronte venha nos levar, várias medusas em cada olho em cada olhar

Na crew sem ramelar e contestar no ataque lírico

Afrontar como van gogh no topo do edifício

Quimera no jogo dos bichos

Perigo vivido vem vindo

Na terra indícios de que sangue foi vendido e todo indivíduo é cumplice de um assassino

Predadores extintos

Vivendo o destino

Sendo rendido pelo ócio

Dois tragos nesse óxido

E além do foco

Vejo protótipos da nova matriz

E os escolhidos contradiz tudo que a oráculo diz

Somos piratas com barco na garrafa estagnados nesse chão de giz

Vida de gado, povo marcado, povo feliz

Povo feliz, povo feliz


[MARCEL]

Na rua

De noite

Ligeiro

Andando

Chinelo trocado

Mente trabalhando

Andando sem medo

Colar no pescoço

Com anel no dedo

Com clipper no bolso

Taco, capuz, cap

De trança, bombeta

Acendo um ret

Paiol ou careta

Acendo no pipe

A baga morgada

OCB king Size

No bolso Dobrada

Mochila pesada

Visão embaçada

Sigo no concreto

Movimento lerdo

É direto e reto

Então fica esperto

Que a minha simples rima explica

Você nunca vai estar certo enquanto houver ponto de vista (x2)


[REFRÃO]

Vivemos de essência

Almas vão entrando em decadência

Palmas e sarcasmo as consequências

Pra continuar nesse caminho e conviver em sociedade

É preciso cada vez mais paciência

Mais paz e ciência para os país, para que nos trilhos na vivência com seus filhos não estejam sempre a beira de abismos emocionais