Released on 1990

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Lavam-se os olhos nega-se o beijo

Do labirinto escolhe-se o mar

No cais deserto fica o desejo

Da terra quente por conquistar

Nobre soldado que vens senhor

Por sobre as asas do teu dragão

Beijas os corpos no chão queimado

Nunca serás o nosso perdão

Ai Timor

Calam-se as vozes

Dos teus avós

Ai Timor

Se outros calam

Cantemos nós

Salgas de ventres que não tiveste

Ceifando os filhos que não são teus

Nobre soldado nunca sonhaste

Ver uma espada na mão de Deus

Da cruz se faz uma lança em chamas

Que sangra o céu no sol do meio dia

Do meio dos corpos a mesma lama

Leito final onde o amor nascia

Ai Timor

Calam-se as vozes

Dos teus avós

Ai Timor

Se outros calam

Cantemos nós