Imagina esse luar, lunar, no ar
Viajo entre esferas
Equipado saindo da terra
Sem par, por lá, a onde me espera?
(Por onde me espera?)
Visando daqui o horizonte, sei lá!
Viver tudo só por um tris
E acabamos de chegar
Olhai por nós, que diz minha voz
Nossa Senhora esta com ela
Caiu nesse mundinho de fatos
Quitados, sem trama, o drama de novela
Pra ser entre um milhão de ser
Quer ser a diferença entre uma multidão de ser?
Querer não é poder, é so questão de corre
Ser mais veloz que o seu sonho pos acredita em você
Distância a longa vida que eu tenho
Acada junho que se passa
Vou ficando bem mais velho
Só quero transmitir o som
Pra não sucumbir aos sentimentos
Mas canto com sentimento
Meu verdadeiro emprego é só lamento
Já foi encerrado. Fechei os punho
Esmurrando contratos
Hoje canta o sabiá, que a liberdade é um fato
É mais um compromisso que se acerta lá embaixo
(pode acreita) reforço*
Eu não aceito essa visão
Ter corpos na lama, estraçalhados
Inibidos por pura destilação
Mas só me traga um conhaque
Me acabo no farol...
Outra família recebe o baque
Perdido os velhos costumes
Bença minha mãe
Não bença Padre
A catedral tá tão imune
Sem preconceito
Quanta luta o povo branco lutou?
Pois só vê luta total dos velhos negros!
Black Panters, atidude de raiz!
Se não sou movimento
Porque rimo por aí!?
Só penso num momento
E a composição tá aqui
Viajei via Láctea, meu destino é sem fim...
[R]
Vejo essa terra assim morre
Miséria sem perceber, que viver aqui é futil
Brasa encapa tanta realidade
Que fingimos não ver
Tanta desordem, eu não consigo entender esse mundo
Viajei, voei, pra outras atmosferas
A Via Láctea me retira da terra
Sereno fosse, a chuva ácida
Eu sou a própria arrogância
Mas amigo das palavras
Vejo um só lamentando
Eu sem dó
O requisito da modestia
É a modernidade se acabar no pó
Bate um tanque nessa imensidão
Viemos do Sul tão disparados
Causando frio e comoção
Não me comove irmão
Refletindo sobre o que é bem aceito
Pela ação da minha nação