Released on June 14, 2022

Thumbnail

Eu às vezes me pergunto

Como tudo chegou nesse ponto

É tudo tanto

Eu vou acabar morrendo nas mãos de um celular

Do computador, da máquina

Que tem outra velocidade

Minha cidade

Transa pensando no gozo, paga pra ver o final

Da aflição e da angústia

De ter que viver a vida inteira

Que vida eterna

De cansar da própria cara e não ter como descansar

E ninguém poder sentir

Exatamente como um outro sente

Embora tente

Mas que música existe pra poder imaginar

Vеr que o medo da mudança

E do conflito são bem sеmelhantes

Depois x antes

Quando o choque te confunde e você quer voltar atrás

Quando o escuro é muito grande

E sufocante de desconhecido

E eu não consigo

Não existe um horizonte, eu nem sei como explicar

E querer ficar contente

Mas ficar de fato não existe

Estava, estive

Mas quem sabe andar contente eu possa, pra movimentar

Sentir tudo tão guardado

E controlado pra seguir em frente

É tão doente

A vontade de chorar, de desistir, de desabar

Quanta coisa a gente inventa de fazer

Pra ser bem sucedido

É tão vazio

O sentido nem sempre está escondido no final

Mas que a vida nunca é curta

Perto de tudo que ela é bonita

Vida infinita

A beleza eterna que às vezes pode-se enxergar

Pois se o tempo anda pra frente

E tudo que eu tentei manter comigo

Foi destruído

Mesmo o que ficou igual, ficou igual em outro lugar

Se os problemas vão e vem

Eu quero vê-los com simplicidade

Sinceridade

Se a aparência falar alto que a verdade fale mais

Que o peso da idade e do dinheiro

Não mate a beleza

E a brincadeira

Nem o meu brilho nos olhos de crescer e inventar