TREZE

By TILT

On MIASMA

Released on November 13, 2020

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[Letra de "TREZE"]


[Verso 1]

Aceito a vida como é, e faço a puta vir-se

Escusas de ir, testemunha o rei para vê-lo partir

Boca de bazuca, firo a era caduca

Viro a mesa à bruta numa de drenar c'a sede aguda dum vampiro

Filho de MK Ultra, desaparecido c'a escrita dum Kabir

Olho p'á cultura e faço o luto a rir (Hahaha)

Juro-te, eu nunca tiro olhos do alvo

Tipo que miro a nuca (Tiro)

E escrevo com o sangue que espirra no papiro

Atrito que gera artrite

Caso a fera aplique foco, digo-te que na esfera há perigo

(Esse coitado) Quer dar pica, mas é queda a pique

(Agora) Falam "paz" mal um gajo pega a BIC (Ah)

É fácil dе alcançar, pode haver beef entrе nós

Que eu desato a matar (Uh)

O mérito da cova é teu, percebes? Isto é tapar

Não rimas com verbos, boy?

Deixa 'tar que um gajo injeta-te ar (Ah)

Desde pequeno c'a serpente que desliza no berço

A fazer a minha sorte, só que eu emano treze (Emano treze)

Ferida pensante que não precisa dum penso

Há anos fora do rebanho, se conto MC's, adormeço


[Bridge]

Muitos vivem na descontra

Até ao dia em que me encontram debaixo da cama

Com o mic na mão só p'a dizer: "Boa noite!"

Check, yo (Boo)


[Verso 2]

Ridículo contestá-lo após romper círculo de flor de sal

Carrego a minha inicial até que o ombro estale

Culto é ESCALPE, derramo sangue sobre o cal (É o ritual)

'Tou ma cagar p'a vida tipo que nem sou mortal (Ah)

Sou Deus vivo num estado laico, coitados, Mike

Dou-lhes gás tipo que vou servir spa judaico (Relaxa)

O teu verso não bate tipo que 'tá carregado de nite

Se ficar parado, baico, ácido até a visão virar mosaico (Yeah)

Poetas nascem porque temos o Osíris extinto

Aniquilo com um vil instinto, a fazer da bílis tinto

Isto é celebração de skill e brindo

Sou Pacman em cavalo, boy, tu és Carlão 2020

É com cada toque de magia

Sou o Diabo que espreita na esquina

Como se fosse um Bode da CIA

Sei que não estou demente, mãe

Não tenho de ir ao Garcia (Parecia)

Tenho o futuro na mão tipo que é sessão de quiromancia

Juro, senhor doutor (quê?) a minha existência serve de agouro

No hip-hop sem grandes vendas, mas cego de amor

A caneta serve p'a pôr (quê?) o cérebro dormente

Nem se apercebe da dor

Esvaio-me lentamente enquanto nego dador

ORTEUM varre, mas com V de "Vapor"

Suor nas veias, sangue na testa, dread, e segue labor

(Rimas têm sido vis) Cultura inculta pede louvor

Enquanto que da lama extraio gemas e rubis, e isso é de valor


[Outro]

Dedicado aos meus irmãos

Que dispensam sujar as mãos

E fazem tesouros de granito

Cheguei com a verdade e fui recebido com:

"Bem-vindo, foste banido"

Proibido de interromper a roda dentada

Mas hoje a vossa sorte dorme