PACIENTE ZERO

By TILT

On ESPIRRO

Released on April 17, 2026

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[Intro]

Paciente zero check


[Verso 1]

Escrevo mais à frente para que alguém reflita

Gostava de não estar cheio de tinta e não ter feito trinta

Uma perda de tempo pa' aquilo que eu tenho de vida

Aprecio o confinamento na cidade fantasma onde passeio de litra

É só engraçado ser chamado de gatekeeper

Por manos que estão muito à frente como o braço direito de Hitler

Conta mais sobre еsse teu elеito líder

Tentam-me alcançar mas caem em espiral

É o tal efeito Ícaro

Achas que dou respeito a esse rafeiro pícaro?

Eu alcancei o píncaro antes de chocarem os ovos que te deixei no tímpano

Preciso de paciência e de um fígado

Tipo que hoje acordei com o címbalo

A bater mais que um pataqueiro com um single

Para quê exigir o nível, sócio?

Coroado no subsolo (Eu)

Ponho te andar tipo combustível fóssil (Cético em tensão)

Não é complexo mas complicação

Para essa geração de decrépitos com défice de atenção


[Refrão]

Se a mente der

Para aguentar o peso da existência

Que nem sempre quero

Não terei clemência e lanço Besta

Brevemente, espero

Sem muita ciência a caneta é um instrumento que fere

Propaga a doença mas sacia o paciente zero


[Verso 2]

O abismo fitou-me de volta quando eu quis o salto

"Um gajo puxa por ti"

É o que diz um caranguejo feliz num balde

(És) Menos um que está a mais e nem fiz o cálculo

(És) esmagado entre o céu e o asfalto cada vez que eu piso o palco

Salgo a terra, esterilizo o vale

Com as cabaças dos tais melhores MCs do meu país num pau

Brindo com sangue de wannabes no graal

Um sismo tal cada vez que eu pego no mic até Deus se diz mortal

Não são gritos, são ritos de São Cipriano em rima

Música para os meus ouvidos é cair-te um piano em cima

Este insano ensina, meio que calei as meias bocas

Desse conas não sai nada tipo que lhe laqueei as trompas

Caluda, tuga, hiphop é transfusão de veias prontas

Contra todos aqueles que ocupam espaço vazio com ideias ocas

Manos que só existem quando ocupam filas

São os mesmos que dizem "Cuidado com os chupa-pilas"

Mas com a boca cheia de outras, safoda


[Refrão]

Se a mente der

Para aguentar o peso da existência

Que nem sempre quero

Não terei clemência e lanço Besta

Brevemente, espero

Sem muita ciência a caneta é um instrumento que fere

Propaga a doença mas sacia o paciente zero