LABIRINTO

By TILT

On ESPIRRO

Released on April 17, 2026

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[Verso 1: Tilt]

Isto é só o destino a

Tomar a seu rumo, fumo enquanto dobro esquina

Desculpa pai se o meu toque define a toxina

Tiro o pó de cima da crisálida da pobre sina

Dei por mim, a penetrar a camada de paredes

Nasço e marcho ao ouvir o caos do tópico claustrofóbico

Deambulando por entre muros curva após curva

Sou purga andante, com visão turva até que eu expluda avante

Disseram-me: o que está em cima é como o que está em baixo

É de facto, e acho que só fumo quando a direita e esquerda são tabaco е hash

Tenso, ao nível que еu penso

Queimei um fusível no berço

Ao passar o impossível por extenso

Ultimamente um treze vê-se ao longe (ouve)

Queres uma lição bem sabida

Afasta-te desse beco sem saída, onde me perdi

Deus pronuncia asneiras, depois dou por mim

A saber que nem dormi pa' que o meu fim seja bem pra' além do pi


[Refrão]

Cá estarei

Como tu 'tás também

No meio do labirinto

Cá estarei

Como tu 'tás também

No meio do labirinto

Cá estarei

Como tu 'tás também

No meio do labirinto

Cá estarei

Como tu 'tás também

No meio do labirinto


[Verso 2: Tilt]

Treinei os reflexos não minto

Vejo e acompanho-os

Inclino-me e fico a par daquilo que é lidar com espelhos

Percebi que passei uma vida inteira a falar com estranhos

Comi com eles, dormi com eles, errei só pa' lhes dar conselhos

Mãe, acho que perdi a cabeça depois de me a desencostares dos seios

A tua existência dita a minha por isso pra' já ela está nos eixos (Consciência grita)

Cuidado ou estarás no paladar dos cães

Que não têm nada a provar mas para teu azar tu tens

Parabéns

O verme que vomita skill agora afunda

Queria sair daí tranquilo pois o vil adora a tundra

Sou ignorante do deserto que passa por ti a perguntar quem é que tem a planta

Tipo que a neve nem é tanta e a flora abunda

O labirinto é uma rotunda

O labirinto é uma desbunda

O labirinto é culpa de ser vulga mistura de sangue e tinto

Com esforço finto, o gáudio estridente

Que me torce o torso mas sinto o sol a pôr-se

E a corda ao pescoço por conseguinte

É lindo, o desespero é lindo mano

É lindo não 'tar vivo mas ir simulando

Funcional no limbo, ando

A explorar paletes da tragédia a ver se pinto

E assim prossigo ante

O reflexo que escreve fechado num quarto minguante

No solo que piso em prol da crise eu digo:" 'tass bem"

Que há tanto tempo que já nem me lembro como cá cheguei

Por isso feri-me tanto

Fiz-me, cicatrizo e quis-me ir mutando

Kabir profano em risco que enquanto não cair o pano existe

E isto pa' se ir esgotando

Talvez lição de vida tenha sido

Mãos à obra mesmo que abra aquele lenho antigo

Muito obrigado pelo isqueiro, e continua o sem abrigo

Mas a chave 'tá no outro lado do espelho amigo

Mas isso, já sabia (juro)


[Refrão]

Cá estarei

Como tu 'tás também

No meio do labirinto

Cá estarei

Como tu 'tás também

No meio do labirinto

Cá estarei

Como tu 'tás também

No meio do labirinto

Cá estarei

Como tu 'tás também

No meio do labirinto