[Verso 1: Tilt]
Isto é só o destino a
Tomar a seu rumo, fumo enquanto dobro esquina
Desculpa pai se o meu toque define a toxina
Tiro o pó de cima da crisálida da pobre sina
Dei por mim, a penetrar a camada de paredes
Nasço e marcho ao ouvir o caos do tópico claustrofóbico
Deambulando por entre muros curva após curva
Sou purga andante, com visão turva até que eu expluda avante
Disseram-me: o que está em cima é como o que está em baixo
É de facto, e acho que só fumo quando a direita e esquerda são tabaco е hash
Tenso, ao nível que еu penso
Queimei um fusível no berço
Ao passar o impossível por extenso
Ultimamente um treze vê-se ao longe (ouve)
Queres uma lição bem sabida
Afasta-te desse beco sem saída, onde me perdi
Deus pronuncia asneiras, depois dou por mim
A saber que nem dormi pa' que o meu fim seja bem pra' além do pi
[Refrão]
Cá estarei
Como tu 'tás também
No meio do labirinto
Cá estarei
Como tu 'tás também
No meio do labirinto
Cá estarei
Como tu 'tás também
No meio do labirinto
Cá estarei
Como tu 'tás também
No meio do labirinto
[Verso 2: Tilt]
Treinei os reflexos não minto
Vejo e acompanho-os
Inclino-me e fico a par daquilo que é lidar com espelhos
Percebi que passei uma vida inteira a falar com estranhos
Comi com eles, dormi com eles, errei só pa' lhes dar conselhos
Mãe, acho que perdi a cabeça depois de me a desencostares dos seios
A tua existência dita a minha por isso pra' já ela está nos eixos (Consciência grita)
Cuidado ou estarás no paladar dos cães
Que não têm nada a provar mas para teu azar tu tens
Parabéns
O verme que vomita skill agora afunda
Queria sair daí tranquilo pois o vil adora a tundra
Sou ignorante do deserto que passa por ti a perguntar quem é que tem a planta
Tipo que a neve nem é tanta e a flora abunda
O labirinto é uma rotunda
O labirinto é uma desbunda
O labirinto é culpa de ser vulga mistura de sangue e tinto
Com esforço finto, o gáudio estridente
Que me torce o torso mas sinto o sol a pôr-se
E a corda ao pescoço por conseguinte
É lindo, o desespero é lindo mano
É lindo não 'tar vivo mas ir simulando
Funcional no limbo, ando
A explorar paletes da tragédia a ver se pinto
E assim prossigo ante
O reflexo que escreve fechado num quarto minguante
No solo que piso em prol da crise eu digo:" 'tass bem"
Que há tanto tempo que já nem me lembro como cá cheguei
Por isso feri-me tanto
Fiz-me, cicatrizo e quis-me ir mutando
Kabir profano em risco que enquanto não cair o pano existe
E isto pa' se ir esgotando
Talvez lição de vida tenha sido
Mãos à obra mesmo que abra aquele lenho antigo
Muito obrigado pelo isqueiro, e continua o sem abrigo
Mas a chave 'tá no outro lado do espelho amigo
Mas isso, já sabia (juro)
[Refrão]
Cá estarei
Como tu 'tás também
No meio do labirinto
Cá estarei
Como tu 'tás também
No meio do labirinto
Cá estarei
Como tu 'tás também
No meio do labirinto
Cá estarei
Como tu 'tás também
No meio do labirinto