ESPINHOS

By TILT

On ESPIRRO

Released on February 20, 2023

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[Letra de "ESPINHOS"]


[Verso 1]

Eu acho que tenho amigos

Quando falam comigo, aconselham a baixar a guarda

(Demolir muros) Guardar a espada (Mas é complicado)

Um abraço é um ataque demorado (Huh)

E ela beija-me o pescoço até que acabo degolado

(Eu já conheço a história) Já vi isto antes

Então a culpa não é minha, tenho tudo fundamentado (Huh)

Numa festa isolado como um monge (Monge)

Agarrado ao ponche, com o corpo ao teu lado

Mas com a cabeça longe

P'a que conste, até me sinto bem

Pego no microfone e trago (O quê?)

Comigo o caminho como um génio que morre pisado

Pois se um dia tropeçares no teu caminho

(Serei eu camuflado) "Está tudo bem, a sério, obrigado."

Disfarço as fraquezas com as cicatrizеs mais belas (Ah)

Bem, preciso dе mais telas, p'ó artista o sangue é tinta

Não preciso da tua ajuda, embora minta

Ainda bem que vieste, aprecio a tua companhia p'a ser honesto


[Refrão]

Eu tenho com cada espinho, raiva, drogas, vinho

Não preciso que me destruam, eu implodo p'lo caminho

Eu tenho com cada espinho

(A minha ânsia de beber e de me perder

Sem querer saber se vou morrer sozinho)

Eu tenho com cada espinho, raiva, drogas, vinho

Não preciso que me destruam, eu implodo p'lo caminho

Eu tenho com cada espinho

(A minha ânsia de beber e de me perder

Sem querer saber se vou morrer sozinho)


[Bridge]

Isto é dedicado a todos

Que sofrem da mesma maldição, e que merecem a tal lição

É a visão que o meu precipício prende

Desde início tento amenizar a queda com um suicídio lento

Mas lamento ser fruto podre, não 'tivesse eu agora bêbado

Que nem um merdas que nem reage ou ouve

Até virar memória da família e de certos vizinhos

Coberto de espinhos, sozinho, até que definhe


[Verso 2]

É na minha paranoia onde eu me aninho

Não violes o perímetro, nem um centímetro (Sou bonzinho)

Vem jantar comigo q'eu trato da despesa

Acompanha a minha frieza com álcool na mesa (Menu)

Auto-defesa, com este Judo eu não me ajudo, eu sei, princesa

O nosso amor é grande e tem riqueza

Mas apenas ajo como um mendigo

Romanos tiram férias quando eu mesmo me crucifico

Podes desatar ao bico, que eu nem me finjo de morto, amigo

Podia aparar os espinhos, mas não vou nisso, parceiro

(Sem paixão) Até ao caixão, ouriço-cacheiro

De sorriso rafeiro assim, sorrateiro afim

De safar os outros loucos todos, mas nunca primeiro a mim

Nas silvas da minha mente, cuidado, sê prudente

Não preciso dum acidente quando aviso por antecipação

Mas preciso dum sócio que não respeite a minha decisão

De escorpião que se mata com o próprio ferrão


[Refrão]

Eu tenho com cada espinho, raiva, drogas, vinho

Não preciso que me destruam, eu implodo p'lo caminho

Eu (tenho com cada espinho)

Tenho com cada espinho, raiva, drogas, vinho

Não preciso que me destruam, eu implodo p'lo caminho

Eu tenho com cada espinho

(A minha ânsia de beber e de me perder

Sem querer saber se vou morrer sozinho)