ESFAIMADO

By TILT

On ESPIRRO

Released on April 16, 2026

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[Intro]

Quando for grande quero ser artista

Um ministério da cultura que [?] simbólica não faz muito sentido

Quero ser artista

[Refrão: Cora, TILT & Ambos]

Para onde quer que vás (Vás)

Tudo custa paz (Paz)

Pus o pé na estrada

E nunca mais olhei pa' traz

Eu não espero nada além do zero quando ’tás (Tás)

Pedinte [do meu troco quando?] o meu corpo jaz

Para onde quer que vás (Vás)

Tudo custa paz (Paz)

Pus o pé na estrada

E nunca mais olhei pa' traz

Eu não espero nada além do zero quando 'tás (Tás)

Pedinte [do meu troco quando?] o meu corpo jaz


[Verso 1: TILT]

Apetece me algo, cavalgo pelas colinas deste mundo que é o meu palco

Até que algo feche as cortinas

Será que alguém aplaude ou dás por ti nas covas pa’ pagares propinas

Más rotinas criam fraude e todo o caos em ti mas

Como até imaginas (Quê?)

Todos morrem à fome (Fome)

Caso consigas come

Reza pa' que o sangue das tuas feridas torne a carne temperada

Mas já que a mastigas, dorme

Já eu bocejo pelo teu desleixo por muito que digas "ommm"

Eu ando aqui a pagar franquia

Para algures poderes cortar fatia da minha apatia

Vê se tenho a fome em dia se calhar sacia

Fita a vida áspera no bar a virar Garcia

Tibar para a tornar macia

Então divago no meio do pentágono

Doente e estagno

Miro o meridiano e mano é lá que apago o meu cigarro

Ando frente ao banquete vazio por dentro de peito côncavo

Sinto corpo faminto (Pó)

Absinto (Nó) no estômago

[Refrão: Cora, TILT & Ambos]

Para onde quer que vás (Vás)

Tudo custa paz (Paz)

Pus o pé na estrada

E nunca mais olhei pa' traz

Eu não espero nada além do zero quando 'tás (Tás)

Pedinte [do meu troco quando?] o meu corpo jaz

Para onde quer que vás (Vás)

Tudo custa paz (Paz)

Pus o pé na estrada

E nunca mais olhei pa' traz

Eu não espero nada além do zero quando 'tás (Tás)

Pedinte [do meu troco quando?] o meu corpo jaz


[Verso 2: TILT]

Quê esfaimado onde entras gordo e sais magro

Ser dos comuns mortais pa' fazer crescer mais gado

Mas sou mau guru que olha o gnu de lado

O meu orgulho é um jejum que mantem de menu dobrado (Sabes?)

Estômago ronca após o baixar de lume

Cuspo no prato em que como para a sopa ganhar volume (Bruxo)

Rumo em direção ao negrume

Montanha de fumo que escalo de maneira a espetar lhe a bandeira no cume

Assumo a ilusão, vejo profissão nos destroços

E destreza no arquiteto da casa do artista pobre

A frustação senta-se à mesa com a tristeza e bebe copos

Até que o invólucro apodreça na tenda de José Lopes

Esfaimado


[Outro: TILT]

És um artista pobre ou um pobre artista

Podes nem viver à pala mas tirar só da vista dread

És um artista pobre ou um pobre artista

Podes nem viver à pala mas tirar só da vista dread

És um artista pobre ou um pobre artista

Podes nem viver à pala mas tirar só da vista dread