Moeda

By Tilhon

Released on February 11, 2024

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[Refrão: TILHON]

Atirei ao ar uma moeda

E sempre dei a minha cara

Procuro agora uma coroa

Mas esta moeda não pára

E sempre que eu tento fugir

E sempre que alguém me magoa

Ela cai e rebola no chão

Brilha e mostra uma coroa


[Verso 1: Cota]

Seja cara ou coroa mano eu quero uma vida boa

Dedo na ferida até que a porra da vida não doa

No meio da selva todo leão

Quer ser rei da fauna e ter uma coroa

Papagaios são demais a falar no meu ombro

Eu sinto me um pirata das Caraíbas

Mas quando eu preciso de sair do escombro

Sou apanhado na má língua dessas víboras

Com tanta taxa não dou troco a ninguém

Sou eu е o meu compadre na batida

Tu vens-mе cobrar coisas que eu não sei

Mas como é que eu te vou pagar essa dívida?

A moeda a rolar, eu caguei e andei

Porque até já paguei o bilhete de ida

Preparem a coroa em quilates de lei

Que eu baixo a cabeça p'ra tu pores em cima

Oportunidades na zona são poucas

Mas oportunistas são imensos

Porque nos dias que alguém aqui chora

Há sempre alguém a tentar vender lenços

Oportunidades na zona são poucas

Mas oportunistas são imensos

Porque nos dias que alguém aqui chora

Há sempre alguém a tentar vender lenços


[Refrão: TILHON]

Atirei ao ar uma moeda

E sempre dei a minha cara

Procuro agora uma coroa

Mas esta moeda não pára

E sempre que eu tento fugir

E sempre que alguém me magoa

Ela cai e rebola no chão

Brilha e mostra uma coroa


[Verso 2: TILHON]

Ei para na parada fala Tilhon

Com o mano Cota no cockpit DSL Team à patrão

Na rua, no alcatrão, a moeda rola rola

E nós no corri corri, cara a cara com o leão

You know o my stilo, pistolero ferro à cintura

Havendo estrada para andar eu sou a doença e a cura

Sou a verdade e a injúria, e mesmo que a vida doa

Na barriga da progenitora já carregava armadura

Crocodilos, hienas, cobras e ratazanas

Foi nesta selva que aprendi a fazer umas manobras

Sem tempo p'a burros e falsas propagandas

Discursos gratuitos a tentar vender a banha da cobra

Não 'tá fácil

Uma mãe que reza quando o filho sai

Uns com chuva no olhar vendo o sol ao quadrado

De tanto olhares para o teu umbigo tens o rosto deitado

Vai chorar p'ra mamã porque para nós não há pai

É triste mas vejo a tuga em obras

Vivemos numa selva de cimento

Quantos procuram um sorriso lá fora

Porque não têm essa chance cá dentro


[Refrão: TILHON]

Atirei ao ar uma moeda

E sempre dei a minha cara

Procuro agora uma coroa

Mas esta moeda não pára

E sempre que eu tento fugir

E sempre que alguém me magoa

Ela cai e rebola no chão

Brilha e mostra uma coroa

Atirei ao ar uma moeda

E sempre dei a minha cara

Procuro agora uma coroa

Mas esta moeda não pára

E sempre que eu tento fugir

E sempre que alguém me magoa

Ela cai e rebola no chão

Brilha e mostra uma coroa