Bunker

By Tilhon

On Bunker

Released on January 1, 2016

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Refrão:

Bunker

É no bunker que a raiva me explode

Bunker

É no bunker ámen ámen my god

Bunker

É no bunker que falo com Deus

Bunker

Que falo comigo, contigo, com os teus e os meus

É no bunker é no bunker, onde trabalho e não ligo ao cansaço

É no bunker é no bunker, onde de mim fica sempre um pedaço

É no bunker é no bunker, onde eu dou a mão e levam-me o braço

É no bunker, é no bunker, é no bunker, sente meu spot

Est. 1:

Tenho uma relação a 3 com rap, eu, ele e o coração em qualquer track

Subo ao palco com as ruas na back, Cota, Johnny e o Streets e o Scraggy scratch

Ouvir e fazê-las desde moleque bom flashback

Isto é rap sem pressa nao desaparece como as tuas partilhas do snap

Sou um mero peão à frente dum rei mas sempre a pô-lo em cheque

Quero rimas de ouro trabalhar que nem mouro sou alergico a pechisbeque

Quero beats não bitches trap ou boombap

Abanar a luxuria à vivenda e tirar a pobreza ao moseque

Não sei se estás a ver amo o rap mermão não confundas com o branco do cheque

Adoro num palco sentir que é o publico e não o meu mic em feedback

Tem sido uma honra pra mim ouvir os meus sons cantados por tropas na rua

Sentir um mano real não só porque o mano 4 real tatua

Divirto-me como criança quando me escondo lá naquele lugar escuro

Bunker meu porto seguro onde trabalho no duro

Onde eu me divirto, confesso e aventuro sinto-me puro

E se alguém me tentar cercar tipo povo de Berlim vou lutar até à queda do muro

Dreads criticam um rapper por vender o som? Até acho graça

Mas gabam-se para amigos que vendem xamon... ora safa lá meio quilinho de graça então

Persigo o meu sonho mais do que na história os judeus

Músicas para mim são obras de arte igual ou melhor que quadro em museus

Est. 2:

É curioso que há coisas que só falei com Deus meu amigo

Mas confesso grande parte no mic e passo falar tudo isso contigo

Abes corpus de maus pensamentos que na minha cabeça são um perigo

Um mic e um fio é o meu cordão umbilical só não estão agarrados ao umbigo

Revolucionário como Che Guevara mas cansei de chegar à vara do tribunal

Protejo a pele de um raio que o parta à sombra de um belo choupal

Escrevo sobre temas diversos em forma de versos e beats opostos

Não escrevo para gostos, mas gosto de deixar sorrisos nos rostos

Prefiro, coisas a moda antiga não vou à bola com o mundo moderno

Tu trivelas o fifa com os pes eu cá sou o 10 maestro do meu caderno

Relato passos do dia, pensamentos da vida, rap é meu diário

E quando a vida parece que perde a cor bunker é tipo solário

Nesta selva que vejo todos se comem para ser milionários

Ando à corrida da guita caso seja merecida cansei de desonesto salário

Apago beats em fogo considera-me um rapper voluntário

Entre rua amigos família bunker meu santuário

Trancado no bunker relato ideias que surgem avulso

Originárias daquilo que sou e do sangue que me corre no pulso

RAP é uma necessidade biológica tipo comer e beber

E seguindo a lógica que um beat não é só para sentir também é para foder