Released on July 17, 2017

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[Verso 1: LKS]

Foda que a mente sempre foi abusada

Vivo o que eu vivo, só aumenta o valor

Se almeja tudo, então me deseje nada

Briga com o ego enquanto eu brinco de amor

Eu te contei e cê lembrou daquilo

Eu fiz aquilo e te contei no outro dia

Revelei segredo, pode contar comigo

O peito enche e a cabeça fica vazia

Liga reclamando, fala mal, então tá tudo bem

Diz que não me ama, fala bem, então tá tudo mal

Difícil é que esse vício hoje em dia é o que me faz bem

Foda é que esse vício hoje em dia é o que me faz mal


[Verso 2: PJ]

Pensamento é o instrumento do artista

Pestanas são métricas; palavras, notas

Acordes são rimas que eu faço em cima de qualquer batida

Não vim pra matar

O novo com palavras antigas

Nomenclaturas não cabem o que significam

Melhor se questionar de novo

Se sentir uma parte do todo

Invocar sua alma no mundo dos loucos

Entenda que todo concreto é limitado por si mesmo

A vida por si perambula nos ciclos criados de seus devaneios

Tgtey é assim, my brow

SOS é só Psycho

Vagabundo enche o copo sempre atento à rota

Observando cada detalhe no foco máximo

O tempo aqui não esperou

Veja como o mundo girou

Escolhas refletem o que só você conseguirá ver de você mesmo


[Verso 3: Don]

Cubro minha lucidez em forma de sinais

Vivo nessa fluidez, mei' confusa, mas vai

Tão solúvel é a falsa paz que dizem por aí

Gira o mundo e a clareza só esclarece

Queria poder te ver

Tô tentando o dobro, agora vejo mais

Prazer aqui tem que ter

Trabalhar no rap e nunca depender de ninguém

O rap me alertou da inveja

E a vida tem me dado cerveja, hein

Eu vi que o verme quer minha queda

Mas eu levantei de três já

Cubro minha lucidez em forma de sinais

Vivo nessa fluidez, mei' confusa, mas vai

Tão solúvel é a falsa paz que dizem por aí

Gira o mundo e a clareza só esclarece


[Verso 4: Jean Tassy]

Se não tiver bom

Espera que o frio vai passar

Vai passar, vai

Não, não

Por quanto tempo a gente não levava um papo tão levado pra parar na porta do motel

E tu querendo me despir

Sussurrou no pelo não, não, não, não

Baby, não vai acontecer de novo, não

Tenho que começar a valorizar minha função

Tenho um pivete chamado r-a-p

São canções, nigga

Que nem sei o nome, nigga

Que têm o poder de conseguir me livrar

Ai, se eu soubesse onde compra a mira certa

Pra atirar no errado, pra poder só acertar

São canções, nigga

Que nem sei o nome, nigga

Que têm o poder de conseguir me livrar

Ai, se eu soubesse onde compra a mira certa

Pra atirar no errado, pra poder só acertar


[Verso 5: Dimomô]

Vou escrever pela minha vida inteira

Deixa a caixa bater

E a cada passo pra uma vida inteira

É pra nós ficar bem

Acendo um tabaco à noite

Vou pensar naquilo que não só pros meus olhos

É invisível, mas não é, é, é

Será que é? E o que será?

Decifrar o que eu sinto e o que eu penso

E te fazer sentir quando ouvir meu cantar

Eu sinto que dentro de nós tem uma força universal

A cultura negra que expande cabe qualquer cor

É expressão universal

Imagina nós de rolê na Califórnia

Foda-se, vamo fuder

A carne é foda

Vamo até o amanhecer

Yeah, motherfucker

É um teste pra mim, pra você

Tô calmo, bora