Released on March 14, 2024

Thumbnail

[Intro]

Ahn?

Grava de novo que eu tirei de gravar

'Tá bem


[Verso 1]

Não é morrer a tentar, é viver a conseguir

New-school à moda antiga do que anda a surgir

Até que desvio a hiphopcrisia e a crise da epopeia

Que apupeia a minha façanha

De poder construir propaganda com o meu ortónimo

Sendo anónimo e não pro pa'ganda público

Antónimo, antagónico, anti-ódio

Que decifro com Agostinho da Silva

Onde o Magusto continha uma periferia que preferia bijuteria

Quando percebia que um biju teria regalia

Patrão daqui, patrão de acolá

Dono daquilo, dono aqueloutro

Eu sou Nova Média Velha escola do Porto

Ocultar o artista sem desmarcar a arte

Não o descarto a ideia de ser mais um Descartes

Sou cão da vadiagem por mais viagem que eu faça

No meio de cães grandes que fingem não conhecer a minha raça

Daniel Resende Pinto Figueiredo

Fiel vou sendo ao que sinto e sem medo

Atitude compacta, ajuste de contas em ata

Não apontes com arma, é bom que apontes a data

Onde isto tudo começou, disco mudo tocou

E visto que nada mudou, invisto em tudo o que sou

A luta é uma labuta ca puta matuta

Não tou na apanha da fruta

'Tou na campanha da fruta motherfucker


[Refrão]

Que amor não me engana com a sua brandura

Não estou pela fama, estou pela cultura

Estou pela verdade contra esta censura

Contra esta tortura que tira a liberdade

Que amor não me engana com a sua brandura

Não estou pela fama, estou pela cultura

Estou pela verdade contra esta censura

Contra esta tortura que tira a liberdade


[Verso 2]

Paixão debito sem cartão de débito ou crédito

Apenas medito crédulo por consequência mérito

Adiposo e robusto dupla linha nesta faixa

Vigoroso e altivo, cupla com visão que é basta

Amplo pa' conhecer, não pa' ser conhecido

Conhecidos tenho muitos de rosto com tecido

Tenho conhecido muitos que não bate a cara com a careta

Se é rara a caneta e é cara de careta

Eu represento palavra cara ou forreta

Sinceramente, é deste bélico planeta

Meu rap é fálico e válido, não falido e apático

Eu sou prático e pálido como um mágico nórdico

Se não queres morrer, não podes nascer nem fazer acontecer

Mensagem do traficante da morte

Se tu queres vencer, tu vais ter que ouvir, ler e escrever

Mensagem do traficante do hip-hop

Pirotécnico, hard techno, que castiço, ar de cego

Raptomaníaco cénico, nego no ego, navego no século

Língua elástica, problemática

Neurónios em electricidade estática

Rima sádica com rimática, empática, apática, enfática

É assim que me sinto, com naipe douro nas mãos

A representar Rio Tinto e a rimar para os meus irmãos

Um rico falso contra um pobre verdadeiro não faço frete

Parabéns, sabes fazer dinheiro?

Eu sei fazer rap


[Refrão]

Que amor não me engana com a sua brandura

Não estou pela fama, estou pela cultura

Estou pela verdade contra esta censura

Contra esta tortura que tira a liberdade

Que amor não me engana com a sua brandura

Não estou pela fama, estou pela cultura

Estou pela verdade contra esta censura

Contra esta tortura que tira a liberdade


[Outro]

So I think my mouth, my controversy

I have not been out of the paper since I've been—

Since I joined Digital Underground, I've been in all—

You know I'm saying? is never

My name has not been— not uttered

And that's good for me

'Cause I don't want be forgotten

If I'm forgotten then that means I'm comfortable

And that means I think everything is ok