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By $TAG ONE

On GAIATO

Released on August 23, 2024

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[Intro: José Hermano Saraiva]

O portuense é o homem mais delicado, o homem mais bom homem que se possa imaginar. Só há três coisas de que ele não gosta – e aí, é perigoso brincar com ele. Essas três coisas são: Não gosta de Lisboa. Não gosta da polícia. Não gosta da autoridade


[Refrão]

É que eu 'tou no Porto

É tudo nosso

Contar papiro

Tudo o que eu posso

Venha turista

Só dá negócio

Ah não és daqui?

Anda que eu mostro

'Tou na Invicta

Guna gatuno

Mano eu assumo

Olha de onde eu vim

Não falta consumo

Não falta pataco

É que eu 'tou no Porto

É que eu 'tou no Porto

É que eu 'tou no Porto

É tudo nosso

Contar papiro

Tudo o que eu posso

Venha turista

Só dá negócio

Ah não és daqui?

Anda que eu mostro

'Tou na Invicta

Guna gatuno

Mano eu assumo

Olha de onde eu vim

Não falta consumo

Não falta pataco

É que eu 'tou no Porto

É que eu 'tou no Porto

É que eu 'tou no Porto


[Verso 1]

Não se passa cavaco

Nem ouro ao bandido

Não te dou tabaco

Vai pedir na Mouzinho

Também há bom gado

Não há só bom vinho

É que 'tou no Porto

Tenho muita marca no corpo

Hoje em dia marca no corpo

Não quero saber se dá pó' torto

Pa' 'tar de joelhos, prefiro 'tar morto

(É que 'tou no Porto)

Agora mais calmo "ma' não me testes"

Nisto sou Nato normal que detestes

Congelei o Mestrado, derreti os mestres

Não há banco nesta city que me abanque

Não costumamos usar o multibanco

Guita morta nem um espírito santo

Porque não há banco nesta city que me abanque!

Portantocantotanto!

Quantoequandomano?

Enquantobancotanto..

Cantomantobranco

Encantoantrosanto:

"Pam-pam-pam"!

Queres que eu rime?

Papel sublime já não vem do crime

Em dinheiro sou pago nem assino cheques

'Tou a ser real, diz à tua team

"Bagão ou bago"?

Assassino em séries "ma' não me testes"!


[Refrão]

É que eu 'tou no Porto

É tudo nosso

Contar papiro

Tudo o que eu posso

Venha turista

Só dá negócio

Ah não és daqui?

Anda que eu mostro

'Tou na Invicta

Guna gatuno

Mano eu assumo

Olha de onde eu vim

Não falta consumo

Não falta pataco

É que eu 'tou no Porto

É que eu 'tou no Porto

É que eu 'tou no Porto

É tudo nosso

Contar papiro

Tudo o que eu posso

Venha turista

Só dá negócio

Ah não és daqui?

Anda que eu mostro

'Tou na Invicta

Guna gatuno

Mano eu assumo

Olha de onde eu vim

Não falta consumo

Não falta pataco

É que eu 'tou no Porto

É que eu 'tou no Porto

É que eu 'tou no Porto


[Verso 2]

Mano o que eu faço não conto

Agora não sei o que é um conto

Nessa luta 'tou pronto daí ser

O Príncipe do Porto

Paga só não te dou troco

Agora o hip-hop é outro

Chego na Vila "tô Loku!"

Mano o que eu faço não conto

Guita guita guita guita

Parnon sonacai l'argent

Jack the Ripper da Invicta

Pòs' rappers sou Bicho Papão

Boogie boogie boogie man

Quer é

Bootie bootie bootie damn

Pois é

Pela glota sou poliglota no hood de hoodie com groupie ou fan

Keskia mon poto

Dios está mirando a Oporto

All good in the hood fosho

Figlio di puttana sono

Walla Frattelo

Meu soldado de chinelo

'Tamos aí no PRT não é CBD é do belo

Ó filho

Portuenses abanam sacos do pão com estalinhos nem é São João

Diz-me uma banca que arrebente e faça filas assim em pleno verão

'Tá tudo no coco

'Tá tudo ao soco

Em puto disse "Poto"

Porto Porto Porto


[Refrão]

É que eu 'tou no Porto

É tudo nosso

Contar papiro

Tudo o que eu posso

Venha turista

Só dá negócio

Ah não és daqui?

Anda que eu mostro

'Tou na Invicta

Guna gatuno

Mano eu assumo

Olha de onde eu vim

Não falta consumo

Não falta pataco

É que eu 'tou no Porto

É que eu 'tou no Porto

É que eu 'tou no Porto

É tudo nosso

Contar papiro

Tudo o que eu posso

Venha turista

Só dá negócio

Ah não és daqui?

Anda que eu mostro

'Tou na Invicta

Guna gatuno

Mano eu assumo

Olha de onde eu vim

Não falta consumo

Não falta pataco

É que eu 'tou no Porto

É que eu 'tou no Porto

É que eu 'tou no Porto


[Outro: José Hermano Saraiva]

A autoridade vinga-se resistindo. Da polícia vinga-se, ignorando. De Lisboa vinga-se, recebendo, com a maior delicadeza com a mais bizarra cortesia os lisboetas que aqui vêm