Íntimo

By SUBTIL

On C’Auge

Released on March 10, 2023

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[Letra de "Íntimo"]


[Verso 1]

Reduzo o teu rapper favorito a pó

E depois vou vendê-lo como ele quer fazer com o meu dó

Ré-mi-fá-sol, só vejo artistas, de roda da herança da avó

Estou a lamber os dedos, revelar segredos

Conheço ciganos brancos e pretos

Filhos de pais ricos, filhos sem pai

Pais que metem os filhos em apertos

O brilho dos teus olhos verdes deixaram-me sem trilho

Fiz o mesmo caminho tanta vez

Que pra encontrar a minha a casa foi um estrilho

Até andei ao milho olha onde é quе eu cheguei

Fui até ondе eles queriam ir

Mas ir, é fumar o que eu nunca fumei

Deixei-me levar mas não me deixei ir

Se tiveres alguém da minha altura traz-mo

Que eu vou devora-lo com entusiasmo suficiente

P'ra que vocês entendam que até o subtil é sarcasmo

Estão atrás de mim mas nem fazem um

P'ralém de sons só fazem fumo, p'ralém de loops auto-tune

Deixam os putos todos sem rumo, também quero uma Apolo

O meu movimento mongol

E só quero mostrar a esses mongoloides

Que música é bem mais que uma clave de sol

Um-dó-li-tá, palita o teus dentes p'ra lá

Já que essa boca só fala de quem cá não está

Porque será que eu sou 'tão chato?

Mas é a ti que eu vou ter fechar em vaco

Vou encher o saco ou o pacote

Dizem que não me desejam má sorte

Mas não há sorte que me veja, e é preciso que eu seja forte

Paciente, marcar consulta num psicólogo dormente

Faz diferente, faz um corte a meio do peito e olha pra dentro

Senão é betão, é cimento, senão é maldição, é tormento

Senão for por mim eu nem tento, impor o meu ritmo ao tempo


[Refrão]

Nada no teu intimo conhece o teu índio

A vida selvagem é mais do que esse livro

Não falta é pessoas que não se dão comigo

Nada no teu intimo conhece o teu índio

A vida selvagem é mais do que esse livro

Não falta é pessoas que não se dão comigo


[Verso 2]

Há uns anos atrás ninguém me ouvia

Sem ser os rapazes ninguém me conhecia

Apareci nuns cartazes e por heroína

Ganhavam todos menos o que mais bebia

Que era eu, já não sou

Se o meu avô tivesse ido, fazia o mesmo

Não estou a dar desculpas que é de família

A minha mãe diz que eu não tenho meio termo

E eu vou ao extremo, vou e venho

Se alguém me encara, faço um desenho

Se alguém me para, eu acho estranho

Quando alguém fala de mais daquilo que não tem

Não tenho tempo p'ra isso, prefiro o desprezo a um falso sorriso

Prefiro dizer o que penso ao viver com isso

Pagas o preço que eu quero ou dispenso serviço

Não é difícil chegar acordo

Ir a Espanha também dá mais que dobro

Subir a montanha não é chegar ao topo

Se souberes quem és diz-me porque eu nunca soube

Aqui nunca se ouve ninguém, falar bem alguém

Por isso vais e vens, e está tudo bem

Se dás mais do que tens, ficas a dever a quem?

É que os teus "bens" não impressionam ninguém

Só pechisbeque, ouro que é ouro, derrete

Nem bala de prata mata o teu ego

Quando chegar a tua hora pra mim é fácil

Como terminar a rimar num verbo


[Refrão]

Nada no teu intimo conhece o teu índio

A vida selvagem é mais do que esse livro

Não falta é pessoas que não se dão comigo

Nada no teu intimo conhece o teu índio

A vida selvagem é mais do que esse livro

Não falta é pessoas que não se dão comigo