Released on January 29, 2021

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[Letra de "EFDV"]


[Refrão]

Eu com a minha, tu com a tua, cada um com a sua

Vida vira história , história é a memória de alguém

Alguém que deixou a própria vida para viver a tua

Onde já ninguém estranha a vida estranha de ninguém


[Verso]

O diabo anda a ver se me apanha, a minha alma foi escolhida

Tamanha pureza, cabeça perdida

Subo a montanha e quem me acompanha na corrida

Diz que eu tenho uma estranha forma de vida

Deram-me a dica “forma a tua equipa”

Coração palpita

Enrolo o pica, meto a batida, a cabeça tripa

Sem a certeza se fica tudo fixe yah

No dia em que acorde e não consiga ligar a ficha

Modo vegetal, tipo a couve flor do meu quintal

Um quintal quе o meu avô já não rega

Vi o fruto podre fora dе época, fora de Portugal

Porque em território nacional ninguém pega

Merda, está a faltar expediente para tanta entrega

Engarrafou , fumou, voou, voar até sentir enjoo

2 bafos, 4 bafos, mais uma pedra

Que leva os fracos até uma guerra que ninguém ganhou

Não vais ao mesmos sítios que eu vou boy isso é lógico

As pessoas com que me dou são de outro meio sociológico

Sócio chegou, fechou o negócio, bazou com a firma

Hoje passa a fatura com contribuinte na rua de cima

Rua de baixo, em todas as ruas tudo o que tu procuras

São loucuras que te levem pra um sítio longe de onde estás

Onde viver às escuras é ter a luz mais que suficiente

Para ver o caminho que tu nunca encontrarás

Muitos vieram na paz, até conhecerem a guerra que há por trás

Das nossas costas, regras impostas

Mas olhando à nossa volta há tantas coisas más

Que tu és incapaz de ir atrás de respostas

Sou só um lunático, talvez seja o hábito

Que tenho em falar sozinho que torna tudo mais traumático

Frio, como um painel metálico

Travo a fundo sem um pingo de óleo no hidráulico

Sem direção assistida, carro velho pela avenida fora

Braço de fora, ainda agora passei por uma amiga da cota

Que nem me acenou, ou fez que não reparou

Porque ainda é mais nova que o carro que me transporta

Cheguei ao destino, estacionei, saí, bati à porta

Entrei, fechei a minha, estava tudo noutra moca

Outro toque à porta, outra nota, outro prato

Outra volta por todos, todos contribuem para o saco

Antes que me acusem do facto de eu ter dado ou ainda dar

É um dado com o qual não queres jogar

Todos pecamos, só que há dias em que não aceitamos

Que os comboios também podem descarrilar


[Refrão]

Eu com a minha, tu com a tua, cada um com a sua

Vida vira história, história é a memória de alguém

Alguém que deixou a própria vida para viver a tua

Onde já ninguém estranha a vida estranha de ninguém