Dá-me Espaço

By SUBTIL

On C’Alma

Released on February 12, 2021

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[Letra de "Dá-me Espaço"]


[Refrão]

Dá-me espaço

Depois de uma mão querem o braço

Depois de um canhão querem um traço

Depois de uma mão do Praso

Como a refeição e bazo

Dá-me espaço

Depois de uma mão querem o braço

Depois de um canhão querem um traço

Depois de uma mão do Praso

Como a refeição e bazo


[Verso 1]

Xau, nunca mais me vês

Preciso é de cacau no fim do mês

Os degraus eu subo um de cada vez

Sem precisar de pisar nenhum de vocês

Tranquilo, nunca foi questão de estilo

Sempre foi questão de skill, nunca foi uma questão de deal

Mas a pequena cresce a cada abril, janeiro, fevereiro

Eu quero fazer isto o ano inteiro

Depois do confinamento, cativeiro

Depois de tanto tempo trago produto caseiro

Vi Judas a fazer juras por dinheiro

Depois de tanto tempo, trago produto caseiro

Vi Judas a fazer juras por dinheiro

E vais de bestial a besta até que acordas e vês c'a dor que sentiste

Não foi só a picada duma vespa

Anti-histamínico, não há veneno que corroa o meu intimo

Não preciso de Coroa o meu lugar é legitimo

O próximo passo no máximo é o mínimo

Eu dizimo e nem me aproximo

Sem recorrer a químico, percorro o destino

Mato e morro, só pelo que eu rimo

Sei que depois de tudo, matam-me no fim

Depois da fama, um banco de jardim

Há quem diga que tenho o aleixo em mim

Há quem faças figas, há quem casse intrigas

Há quem prefira andar nisto sem tino

Até desenvolver um tumor maligno

Coração só bate num dos gémeos do signo

No fundo sou digno do prémio, um gajo age natural hidrogénio


[Refrão]

Dá-me espaço

Depois de uma mão querem o braço

Depois de um canhão querem um traço

Depois de uma mão do Praso

Como a refeição e bazo

Dá-me espaço

Depois de uma mão querem o braço

Depois de um canhão querem um traço

Depois de uma mão do Praso

Como a refeição e bazo


[Verso 2]

Fiz do rap remédio, trabalhei no tédio

Full time, não é horário intermédio

O azul sai-me das veias enquanto eu escrevo epopeias a sério

Subo e desço o prédio, recado"

Isto não volta ao que era tempestade

No fim das contas só importa a verdade

Juventude é mentalidade

O mal dos outros não trás felicidade

Olho gordo, mau olhado, eu escolho trabalho ardo

O sonho mantem-me vivo

Mesmo que seja mal pago

Está tudo bem desde que seja o teu rabo

Contente estavas tu num convento com um frade

Gajos como tu vão com o vento "fraco"

Eu passei pelo vendaval à vontade

Não vou voltar ao vândalo do passado

Por mais que eles queiram que eu caia

Só quero o meu kaya enrolado

Já estou preparado pra quando der raia

Estou preparado para que alguém me traia

P'ra que o mundo caia em cima e eu dê faire tipo agosto

Não há espaço pra tua toalha na praia


[Refrão]

Dá-me espaço

Depois de uma mão querem o braço

Depois de um canhão querem um traço

Depois de uma mão do Praso

Como a refeição e bazo

Dá-me espaço

Depois de uma mão querem o braço

Depois de um canhão querem um traço

Depois de uma mão do Praso

Como a refeição e bazo

Dá-me espaço