Released on 2008

Thumbnail

Alameda São Boaventura

Descendo a alameda, vindo da região dos lagos

Cigarro na mão, com a outra eu checo meu bagos

Espumante na mão, não cai uma gota

Não espero um instante, aqui só tem touro brabo

GilberT no volante é gigante a lacraia de carros

Destino é a ponte, sinto cheiro de vidro, no faro

De repente a noite cai, balança a suspensão

Ligo o farol, ilumino a cena de perseguição

A polícia manda sair da frente, avistaram o suspeito passando rente

Bota a metranca pra fora e gasta o pente

Calmamente penteio o cabelo, a gente nem sente o perigo eminente

As vezes a vida engarrafa e não tem jeito

Tem que esperar ouvindo um som perfeito

Só não fico no leito, reclamando de deus

Deus ajuda quem se ajuda, sempre faz o que prometeu

Trânsito parado na alameda

Trânsito parado na alameda

Trânsito parado na alameda

São Boaventura

Trânsito estagnado na alameda, pra diluir só com bomba, tipo Al Qaeda

GilberT a parada ta na meia, passa a seda

Os homens tão atras, pega a pista da esquerda

Volta rápido pra direita, deixa passar

Jesus respeita sem medo de Alá

Acelera vai no vácuo daquela gata ali, a buzina berra tamo sozinho aqui

A sirene da ambulância pede passagem, só tem louco nessa viajem

T-shirt branco original, pescoço tá na forca, a fumaça solta a camisa de força

Sinal vermelho tem que avançar, sinal verde, observo a brasa da planta queimar

Gasolina carbura esquentando a cidade

O chão abre, Speed e GilberT é catastrofe urbana em alta velocidade

Trânsito parado na alameda

Trânsito parado na alameda

Trânsito parado na alameda

São Boaventura