Released on January 1, 2015

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[SP DEVILLE]

Sou filho da Mentira

Em busca da verdade

Durmo com a filha

Da poesia

À Liberdade

Sonho com o dia

Em que possa sonhar

Embarco num pica

E navego a pensar

Esta é a minha vida

Este sou quem sou

No corpo tenho a escrita

Por onde a minha alma passou

Abutres cantam meu nome

Agradecem a janta

Meus putos estão com fome

Concentram-te a garganta

São Dráculas atacaram-te a

Jugular

Estragam-te a cara, sacam-te

Os molares

Somos da sanzala

Matumbos das jaulas

Oriundos do Shaka Zulu

Rap ataca

Avacalhar na track

Dar o corte á faca

Todos os mudafukers

Que nos devem paka

Paga broda tudo ou nada

Flow é foda enrola

Tua carola

P ta de volta!

Com muita revolta

Na escolta meus tropas

Colocam

Pressão

A toda competição

Música composta

Por gritos de cordas

Esta é a minha fórmula

Mato a oposição

Não é percussão

Compasso tribal do meu

Coração

Fumaça real do Afeganistão

Dá-me a concentração

Para deixar bem claro que

Ninguém me encara

De mike na mão

De mike na mão

Ninguém me encara

De mike na mão

De mike na mão

Ninguém me encara

De mike na mão

De mike na mão

Repara na cara do negro

Na tara do pedro matar nas quadras

Tratar como kuarras

Os brodas

Que duvidaram do peso

Pausaram no tempo

Encara o texto

Entrada no queixo

Entrada do bass

Chapada na beiça

Encara o texto

Entrada no queixo

Entrada do bass

Chapada na beiça


[BDJOY]

Fidje di saudade

Na mar ta navega

Fidje di saudade

Na terra di emigrante

Fidje di saudade

Na mar ta procurar

Fidje di saudade

Na terra yo distante

Nesse fado txorode

Nha gente foi betode

Fetxode

Felling trancode na porão

Ainda hoje no explorode

Parce po mandode

Shott

Na case de parce confusão

Faze d exemplo kes mas brobe

Bazas de lode

Ka tem insentiva rebelião

Humane é mercode

Mão de obra barote

E dá o inicio da Colonização

Ao longe no horizonte

Caravelas vêm pro porto

Mercadoria valiosa

Afinal era um povo

Sem luz no poço esforço

Sente-se no rosto

O desgosto

Sentes o desgosto

Reis e Rainhas

Guerreiros lá tinham

Arquitectos e artesões

E filósofos também

Várias tribos

Todas vinham

Numa jaula pequena

Como era uma mina

Punham cem

O povo que Colonizou

Rápido se juntou

Popa e circunstancia

Há espera em Belém

Como se espantou

Quando visualizou

Que os primeiros a sair

Foram os guerreiros

Espírito possante dos Reis

Que vem desde os seios

Entranhando nos genes

Espasmados com a envergadura

Massa e estrutura

Pois nunca tinham vislumbrado

Gigantes de pele escura

De facto ainda dura

No mundo loucura

Fizeram a mistura

Balantas e Fulas

Palancas Budjuras

Santolas e Zucas

Moçambas Chinocas

Timorenses Pulas

Nacionalidade é nula

Rebentos gerados

Cos filhos das mulas

Largados nas ruas

Dando a origem ao som que

Tu escutas

Mentalidade em geral

Essa não muda

Então vem baçulha

Nha manos estrura

Ter mais atitude

Sentar em palavras

À espera que mude

O passado foi rude

Ter mais atitude

Transmite a virtude

E nem falo de rap

Será que me percebes

E como se tivessem a dever paka

E agirem como tu é que deves