Released on January 1, 2015

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Viajo no tempo

Bafos com o passado

Converso com o vento

Remates ao lado

Ensinaram a mente

A deixar o corpo dormente pa sempre

Cá dentro

Sinto que tou diferente

Mais frio que os pólos

Ódio nos esporos

Sombrio nos olhos

Sorrisos tão mortos

Sou tio dos corvos

E eles soltam o choro

Eu samplo os gritos

Ponho los num beat

Recito versículos

Conto capítulos

Contos e livros

Exponho de livre

Vontade

O que foi vivido

Tudo o eu vejo

Os meus desejos

O meu beijo dado à morte

Chama-lhe suicídio

Eu chamo-lhe o início

De uma carreira a solo

Pela minha família pelos meus Niggas

Até Morrer

Música a minha vida levo a Rima

Até Morrer

África no meu sangue manu sou Negro

Até Morrer

Hummm Até Morrer

Hoje fodo um pulmão

Não com o fumo mas pelo uso

Abuso da minha vocalização

Presta atenção

Como conduzo no escuro

E atropelo o chello

Sou o futuro mas chulos dizem que não

Wuahh chacinação

Rappers tem medo do P

Convidam só pa refrão

Assopro o balão

Vodka no copo na mão

Tou high não toco no chão

Meu pai não foste em vão

Contigo aprendi a arte da navegação

Na escuridão

Comi do chão

Vi quem tava comigo

Quem não

P cantava com wis

Que nunca sentiram na vida a falta de pão

Acendo um canhão

Espero a elevação

Do espírito

Com a carbonização

Do químico

Que respiro

No pulmão

Sinto o alcatrão

Bem rígido

A chamar-me de cínico

Não tusso

Abuso

E recuso a parar

Mesmo que me leve ao túmulo

Assumo lo

Não sou como tu eu subo no

Topo do mundo um fumo uma

Celebro para mim sou número um

Desde dentro do útero

Surgia um ser único

E hoje sou músico

Acredito mais em mim do que tu