Released on September 20, 2019

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[Verso]

É que eu nasci à beira rio, hei de morrer à beira mar

Se há comida na mesa eu passo o dia a trabalhar

E um dia eu hei de ser maior e se p'ra sempre me lembrares

Lembra-te dum puto sorridente a sublinhar

Se é impossível pa' esses pussys vamos possibilitar

Até o impossível garantido se tornar

A evolução da espécie, tantas peças a ordenar

Tanto livro de história à espera do teu lugar

Meus putos querem o mundo nunca menos

Mesmo que branco no entretanto cubra-me os cabelos

Moral pa' vir mandar abaixo muros

Não cabemos nem diminuímos sonhos pa' caber

Isto é demasiado sumo pa' esses termos

Call me Jota pontapé na porta grande

Riam do puto lento só que agora eu não abrando

Se ouvires o som do vento numa planície distante

São rappers aliviados de eu não querer o que eles têm

Nem com os astros alinhados eu acabava refém

Porque eu curto mais de abraços do que fotos com alguém

Eu não posso ser comprado isto é tradição de Nach

Isto nunca é comparável a um palhaço que entretém

Isto é cada dor que eu passo

Se é dor a cada traço

É por amor eu encontrei um espaço tão transformador

Em cada som apenas vida dando vida a cada som

Enquanto eles constroem muros

Mano eu moralizo manos p'ós mandar a baixo

Ya, é impossível encontrar encaixe

Ya, fé nessa merda desde o contrabaixo

Ya, depois de tanta dor e tanta cura já não há limite enquanto houver procura por amor a mais

E eu sei que Jota puto um dia vais (Ya)

Chegar mais longe que os teus ancestrais

Não fui eu quem te perdoou tu já nasceste assim

Assim que o entenderes vais entender tudo o que atrais