Jesse Pinkman

By Simas.

On Leste Calling

Released on June 25, 2021

Thumbnail

Murmura quando acorda, um acordeom

Diz: “segura, me viola”, como um violão

Bate como um tantã até eu perder o tom

E eu toco clarineta com seu órgão

Pega as cartas que escrevi e joga paciência

Uma rainha desse naipe exige pressão

Tesão sem controle vira violência

Violência controlada atiça o tesão

Ela grita a la Robert Plant

Ou a guita aflita de Jimi Page

E agita antes de beber a quente

O juiz apita e ela sempre vence

Ela chora tinta, e pedе me pinta

Carrega uma cesta dе homens de quinta

Debaixo da cinta, carrega uma festa

E quando me testa, espera que eu minta

E sempre me afeta, olha só que fita

Agora minhas metas, é ela quem dita

Meu corpo excita, minha mente infesta

E me desinfeta do vício da escrita

Janela aberta, visão irrestrita

Versão beta da kriptonita

E se manifesta como especialista

Na arte discreta de morrer em vida

Quando acerta é um estouro, escopeta

Minha boca rende ouro, escorbuto

Escobar no Escort, seu esporte é treta

Dólar na maleta, quando estou puto

Quem nasce sem cash não relaxa

Play tipo crash, estoura as caixas

JBL ou registradora

Quando nós pede cês abaixa

Consome o que vende

Vende o que consome

Produz a própria luz

Jesse Pinkman

Vende o que consome

Consome o que vende

As vezes até rende

Jazz

Consome o que vende

Vende o que consome

Produz a própria luz

Jesse Pinkman

Vende o que consome

Consome o que vende

As vezes até rende

Jazz

Corte que não fecha nunca vai ter cura

Morte deu brecha botei fechadura

Bad igual essa eu vendo da pura

Essa ficou pica, gatinha, segura

Quem é criador ou a criatura

Cria que sabia ao pegar na folha

Hoje feliz só por ter escolha

Do sabor da bala que vem e perfura

It's true man, sou

Instrumento

Tipo recruta que fica biruta

E vê a Uzi que usa virar sargento

Entendo

A história toda é momento

Toda nossa caminhada

Era só espírito em movimento

Dentro do

Átimo do ótimo, hábito do óbito

A cabeça que fabrica a fita

Coração é só depósito

O que é quarentena pra quem nasceu extinto

Tem quarenta ladrão dentro de cada instinto

E o resto da cena, ainda decidindo

Se tem ponto quarenta ou quarenta de pinto

Entre o lítio e o litigio

Ventre na lava ou no alívio

Espiona, aprisiona, e só muda de idioma

Máfia da Sicília ou Vale do Silício

Quem produz o que vende nunca perde a calma

Todo luto dor e trauma é produto saindo

Quem vende o que produz comercializa a alma

E o diabo é justamente cês que tão ouvindo

Consome o que vende

Vende o que consome

Produz a própria luz

Jesse Pinkman

Vende o que consome

Consome o que vende

As vezes até rende

Jazz

Consome o que vende

Vende o que consome

Produz a própria luz

Jesse Pinkman

Vende o que consome

Consome o que vende

As vezes até rende

Jazz

Consome o que vende

Vende o que consome

Vende o que consome

Consome o que vende

Jesse Pinkman