2 Dedos

By Simas.

Released on June 4, 2019

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[Intro]

(Sobe o beat mais um pouquinho só)

(Mais... ae, chave)


[Verso 1]

O dedo que aponta

Chama o dedo que escorrega

Os dois vestem prata falsa

Se alguém te conta eles balança e nega

Dois dedos queimados na ponta

Fumaça ilumina e a fé cega

Sonhos de púlpito, ou de público

Sinal que os dois dedos se esfrega

Sinal de que os dois se completa

E mesmo juntos nem fazem cócegas

Na cidade que a noite é de ponta cabeça

Morcega

Amor cega, não é nega?

Mas eu ainda sinto no fundo

Que com dois dedos iguais aos nossos

A gente segura o peso do mundo

E com dois dedos iguais aos meus

Cê mede o quanto o que eu digo é profundo

E com dois dedos iguais aos seus

Cê me sente afogando lá onde eu te inundo

Preso entre dois dedos um cigarro solto

De onde eu vim tem mais vinte outros

No copo dois dedos de vida

Pra quê colocar só um na ferida?


[Refrão]

Eu só preciso de dois dedos da forte

E dois dedos de prosa

E a cidade inteira nessa sexta-feira

Fica tipo "nossa!"

Não me lembre que ultimamente

Sò tenho visto meu rosto nas poças

Dois dedos da forte, dois dedos de prosa

E a cidade fica tipo nossa

Eu só preciso de dois dedos da forte

E dois dedos de prosa

E a cidade inteira nessa sexta-feira

Fica tipo "nossa!"

Não me lembre que ultimamente

Sò tenho visto meu rosto nas poças

Dois dedos da forte, dois dedos de prosa

E a cidade fica tipo nossa


[Verso 2]

Ela pensa dois dedos com anéis de ouro

Eu penso penso dois dedos pegando tesouras

Em vez de lâminas dois dedos no pulso

Me devem demais pra eu partir agora

Ela cruza dois dedos fazendo figas

Fazendo afagos, no fogo cruzado

Dois mil dedos apontam pra mim

Não sabem dois por cento dos meus pecados

E dois dedos já são suficientes

Se tu ainda estiver do meu lado

Pra contar quem não merece nem os dois

Só um levantado, tá dado o recado

Não ache que dois dedos são paz e amor, na real

SInal da vitória que cala

Quem usa dois dedos pra simular arma

E conta regressiva pra me ver na vala

Cheio de bala

Autografadas por uma caneta

Repleta de sangue meu

Igual a minha escrevendo essa letra

Igual a minha narrando essa treta

Depois de dois dedos é sem linha reta

Essa rima é só o som da trombeta

O disparo na esquina que é a voz do profeta

E a voz de Deus é uma rua deserta

E o canto dos anjos é uma noite quieta

Tu com um só dedo posto nos meus lábios dizendo:

"Calma que tudo se acerta" (hey)

"Calma que tudo se acerta"

(E aí, melhor?)


[Refrão]

Eu só preciso de dois dedos da forte

E dois dedos de prosa

E a cidade inteira nessa sexta-feira

Fica tipo "nossa!"

Não me lembre que ultimamente

Sò tenho visto meu rosto nas poças

Dois dedos da forte, dois dedos de prosa

E a cidade fica tipo nossa

Eu só preciso de dois dedos da forte

E dois dedos de prosa

E a cidade inteira nessa sexta-feira

Fica tipo "nossa!"

Não me lembre que ultimamente

Sò tenho visto meu rosto nas poças

Dois dedos da forte, dois dedos de prosa

E a cidade fica tipo nossa