Released on 2001

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[Verso 1]

São todos perdedores, acham que tem tudo concluindo vitórias incolores

Mandem flores precoces prum caixão ainda não existente

Demonstrando seus valores

Eu sigo em frente, diferente ardores

São presas, não predadores

Não me importo com status, e cores e credos

Os porcos que importam quer meu voto de um modo sincero, pincelo

Verbos inversos, impressos em anexo

É simples, não é complexo

É reflexo do que fiz pra obter o que quero

Espero paz real pro mais leal

E pra geral sagaz, normal

Não precisa nem ser fenomenal

Porque arrogância é um veneno letal

As boas aulas vão sempre ser imitadas e odiadas pelas mentes limitadas

Querendo ação ilimitada, as demais vão ser eliminadas

Estilizadas pela máscara na cara

E nunca vão dá-la a tapa

Pois não sustenta o que fala

Suas vontades vão ser inutilizadas

Se todas paradas encontradas aqui

Amanhã vão tá fossilizadas

Realmente a desobediência tá sendo fortificada

Quando incentivam todos a pensar, apesar do pesar

No bem está o contrário de quem tenta me quebrar

Prometem rimas cósmicas que viram cármicas

Um tanto lógicas demais pra se dizer que é magica

Tô vendo que intenção é me lesar

Não tem Procon pras rimas e nem pro governo

Então com quem vou reclamar?

Vou ter que me contentar com

Concentrar pra contemplar ao revelar

Quando a morte me testar, quando optar por me levar


[Refrão 4x]

Quem é ele?

Ei, estou na sua cidade


[Verso 2]

Mas não se preocupe comigo

Pense conhecer a assim mesmo

Pense no fruto colhido enquanto eu encho o meu cesto

Preparado pro inverno, pronto para o inferno

Qualquer perigo externo, os meus irmãos tão atrás do ferro

Na espreita, pro seu berro, encerro o caso

Não culpe terceiros pelo seu problema interno

A insatisfação do ser é um fato eterno

É chato, eu tô ligado, verão de gravata e terno

Inverno nas horas boas

Desperto pra olhar de perto, neguinho esperto

Pensando que eu tô a toa

Corto mares revoltos, guiando o barco da proa

Agora é nossa vez, vamo colonizar Lisboa

Repito e confirmo o que afirmo

Confio o destino a Deus e afino a minha viola

Sempre quis paz de espírito e eu nunca fiz ioga

Nunca fui bem nas provas, mas a rua é minha escola

E não aquela droga caindo aos pedaços

Que me tortura por várias horas

Hora de entrar e sair, é importante mas tô fora

Bola pra frente, não enrola

Enquanto você reclama da vida

Milhares morrem do vírus Ebola

Aqui morrem de descaso, pergunta pro cheira cola

Programa coca-cola

Polícia que consola o povo usando a sola cara

Tudo que fala na sala, da pala, trabalha

E a bala cala, os mala não cabem na cova rasa

Nem tudo de ruim passa, um dia da caça e outro da casa

E se cê bola rala

Pois não agrado quem não é da saga


[Refrão 4x]

Quem é ele?

Ei, estou na sua cidade