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[Verso 1]

Nós somos apenas anjos

Mesmo que alguns sejam caídos, a maioria falidos

Depressivos e maniacos, num local que não passa de paradisíaco eu lirico

Sempre querendo encontrar um tempero afrodisíaco

Pra possuir a vida em momentos críticos

Perdemos as asas e aureolas e a inocência

Na real perdemos a decência

Habilidade de viver em coexistência com resistência

Anos invadindo a sua residencia com competência

Seu filho em dependência química, levando à sua falência

As negociações são intensas, tensas, perante crenças

Em pedidos de clemencia, deitados em nuvens de coerência

Que apagam extremos de consciências

Com vários se afirmam com toda veemência

Durante a tendencia, violência, sanguinolência com dano aparentes

Fabricando essências, em conferências sobre as atividades terrenas

Que proferem sentenças deixando milhares de centenas atras de grades

Em plena degradação misturando severas com amenas

E apenas dezenas saem dessa arena com alma e com olhar de Atenas

Somos anjos ensurdecidos, tentando escutar os conselhos de Deus que grita ensandecido

Com meu espirito poluído e recolhido no meu recinto de espinhos eu recito poemas que crio

Se o inferno é quente e o céu é frio, somos anjos imperfeitos em sentimentos vazios

Que riem da tristeza sem entender o motivo

Cremos em sermos seres evoluídos, desenvolvidos mas somos temidos seja lá por quem for

Vemos que demônios são iguais a nós, independente de classe ou de cor

Também sentem a dor espiritual, astral, empírica

Quando vem sofrer no seu grande amor

Um pedaço de si que o demônio gerou, criou e aí o PM matou

Antes anjo e hoje horror, que o tão justo Deus abandonou


[Refrão]

Nós somos anjos, fazendo o que os anjos fazem

Separados de um bom futuro e de cara com a trairagem

Somos anjos, fazendo o que os demônios fazem

Querendo chegar ao céu, com honra e dignidade (2x)


[Verso 2]

Vivemos em tempos atuais aventuras épicas

Convivemos com anjos e deusas céticas

Na saúde e na doença de nossas passagens médicas

Paraísos com vidas infernais, frenéticas, patéticas

Com pobres diabos que ganharam asas plumadas, cadeiras estofadas

Com luxo em sua casa, graça as asas que ganhou com penas roubadas

Desviadas de querubins, de escolas sem nenhuma merenda agendada

Erga suas taças, benzendo as desgraças

Com néctar de um Deus com regras monetárias

Problemáticas táticas que conseguiram com soluções mágicas

Confusamente matemáticas, práticas apresentadas

Bastante plausíveis, inverossímeis e esquemáticas

Anjos, diabos, antes adorados e hoje odiados, caçados

Outros tão privilegiados quanto o próprio salafrário

Cujo Lúcifer não é imaginário, é um falso vigário

Estranhamente amigável, lindas auréolas nos temos nesse lugar

Nenhuma delas nos faz admirar

Que reclamar não vai mudar o futuro que teremos que enfrentar

Palavras chaves desbravar, se arriscar e acumular

Experiencias boas e ruins pro nosso espirito se aperfeiçoar

Enquanto muitos cismam em tocar, soprar a corneta dos arcanjos

Pra ver anjos aos prantos, aos pés de magnatas malignos vistos por santos

Seus mantos Armanis, harpas soando e eles só lamentando pelos genes dos possuídos

Enquanto Van Goghs viram demônios porque hoje estão matando

Esse é o nosso céu, que tá mais pra inferno

Da plebe rude ao clero

De mendigos, ladrões de comida e assassinos formados com ternos


[Refrão]

Nós somos anjos, fazendo o que os anjos fazem

Separados de um bom futuro e de cara com a trairagem

Somos anjos, fazendo o que os demônios fazem

Querendo chegar ao céu, com honra e dignidade (2x)