Tão abstrato que quase já nem duvido
Descarto a debutância, cara podre como um indígena
Destilação finalizada do processo
Dimensão de mira e de crítica quando escrevo
Pressão mental avulso, polegadas de excelência
Hiperatividade incluída na elegância
Noite no subúrbio, diversão no património
Não desisto por inércia é descendência de posse
Depressão auditiva para mundos paralelos
À base de drogas duras não te safas nem com um médico
Invenção de alto risco é geometria a mais na vida
Circulação quadrada, códigos na lente de artista
Patronato de eremitas, consumo de fumo tóxico
Muçulmano para quem duvidar do léxico
Doce e carregada, vontade de fazer nada
Quase que prego fogo à casa porque a vizinhança é chunga
Agora Dá-me...
Insólita literatura, lucro é puro obséquio
Revelo a extravagância até achar que está perfeito
Puro demais para lidarem no sítio
Desagrego qualquer moda sigo um estilo que não existe
Aventura cronológica a lugares que desconheço
Não como a tua cota porque nem guarda segredos
Domínio de abstracta de tanto provar o pêssego
Começas flor de estufa para acabar na mão do tráfico
O amigo do amigo, diz que disse, desconfia
Não é gente de verdade, tem birra a mais na barriga
Limite de paciência, solicitação de insónia
Depósito genético, gigante paranóia
Vingança saudável, noctivição da alma
Aniquilação do trauma, lunático sem porte de arma
Coração de gelo e prata, voodoo de edifícios
Emos no jazigo, ministério do fumício
Agora Dá-me...