Língua d’Prata

By Séthique

Released on July 17, 2020

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Tão abstrato que quase já nem duvido

Descarto a debutância, cara podre como um indígena

Destilação finalizada do processo

Dimensão de mira e de crítica quando escrevo

Pressão mental avulso, polegadas de excelência

Hiperatividade incluída na elegância

Noite no subúrbio, diversão no património

Não desisto por inércia é descendência de posse

Depressão auditiva para mundos paralelos

À base de drogas duras não te safas nem com um médico

Invenção de alto risco é geometria a mais na vida

Circulação quadrada, códigos na lente de artista

Patronato de eremitas, consumo de fumo tóxico

Muçulmano para quem duvidar do léxico

Doce e carregada, vontade de fazer nada

Quase que prego fogo à casa porque a vizinhança é chunga

Agora Dá-me...

Insólita literatura, lucro é puro obséquio

Revelo a extravagância até achar que está perfeito

Puro demais para lidarem no sítio

Desagrego qualquer moda sigo um estilo que não existe

Aventura cronológica a lugares que desconheço

Não como a tua cota porque nem guarda segredos

Domínio de abstracta de tanto provar o pêssego

Começas flor de estufa para acabar na mão do tráfico

O amigo do amigo, diz que disse, desconfia

Não é gente de verdade, tem birra a mais na barriga

Limite de paciência, solicitação de insónia

Depósito genético, gigante paranóia

Vingança saudável, noctivição da alma

Aniquilação do trauma, lunático sem porte de arma

Coração de gelo e prata, voodoo de edifícios

Emos no jazigo, ministério do fumício

Agora Dá-me...