Released on 2008

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[Verso 1: Choco]

São vários monstros pra me atormentar

Estendo a mão a alguém pra me ajudar

Não quero me afogar nesse imenso mar de ilusão

Que me encontra quando eu tento andar na contra mão

Da pista que aponto o único sentido: mercadão

Em que o amor é vendido por quilo e a felicidade tá em falta

A amizade tá em liquidação

Mas a mais alta cotação daqui a pouco vai ser água potável, petróleo e ar puro

Recursos naturais serão determinantes no futuro, então saia do muro

E não fique escondido quando o seu país for invadido pelos Estados Unidos

E o que me traz felicidade? É uma pergunta que é constante

Pois tenho vários monstros que me atormentam a todo instante

Injustiça, miséria, arrogância à mim se apresentam

E pra você... (hã)

Quais monstros te atormentam?


[Verso 2: Sarksmo]

São vários monstros pra me atormentar

Meu corpo pregado ao solo

Me impossibilitando de levantar, é difícil aguentar

Fora da lei do terceiro mundo

Depois que nasce já é programado pra matar

A mentira soa como verdade

A verdade soa como algo muito longe da realidade

Quê que eu faço? Não posso esperar sentado

Eu tô em pé, mas não tô andando

Eu tô deitado, mas não tô dormindo e prestes ao fracasso

Em volta as pessoas rindo e dizendo que meu futuro é escasso

Lar doce lar

Onde eu posso encontrar?

Me sinto cada vez mais frio e incapaz de amar alguém (hein)

Quem me chama enquanto a chama esquenta

O cheiro da carne humana negra aumenta

Malditos monstros, porque não somem do mundo e da minha vida?

Esqueçam esse garoto nas ruas da babilônia perdida

(Da babilônia perdida, ei)

(Quero sair daqui)