[Verso 1]
Dormi no feno crasso da cidade
Um sono justo, sono urbanizado
Desincho
Relincho
Cavalariça de betão armado
Das potestades e dos principados
Os anjos
Os asnos
A língua neutra não conhece o amargo
Só gosto a níquel sempre que é trincada
A letra
A lepra
[Ponte]
Avesso da mordaça entrou-nos nos planos
E o progresso já fez mais de 100 anos
Purga
Apaga
[Refrão]
Eu declaro o presente hostil
Vou avançar para o ano 2000
Eu declaro o presente hostil
Vou avançar para o ano 2000
Sigo urbano, sigo civil, vai ser melhor em 2000
[Verso 2]
Acordei tarde com retroactivo
Identifico-me inofensivo
Rezingo
Respingo
Gamеlas de ouro em cada refеição
No ministério de aculturação;
Eu como
Eu calo
A língua é franca se for espartilhada
Revolução foi televisionada
Eu sigo
Eu singro
[Ponte]
O puritano tão cosmopolizado
Já nem separa a sua igreja do estado:
Crente
Caronte
[Refrão]
Eu declaro o presente hostil
Vou avançar para o ano 2000
Eu declaro o presente hostil
Vou avançar para o ano 2000
Sigo urbano, sigo civil, vai ser melhor em 2000
Eu declaro o presente hostil
Vou avançar para o ano 2000
Eu declaro o presente hostil
Vou avançar para o ano 2000
Sigo urbano, sigo civil, vai ser melhor em 2000