Uma Multidão Rumo à Solidão

By RZO

On Quem Tá No Jogo

Released on June 2, 2017

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[Intro]

(Ameaça Constante)

Vem da ZÓ

Sem boas novas

Risco de morte

Em campo

Os muleques

Rápido

Em bando

(Proibida a passagem)


[Verso 1: Sandrão]

Só os bicho solto

RZO é o som dos louco

Vim pra te dizer que favelado é precioso

E se a vida é injusta, matamos uns leões a mais

Que privilegiados que se acham mais que os outros

Vi os bico perguntar pra que os preto serve

Racista se curva ao som do nosso Rap

Os que querem provar hoje que o funk não compete

São os mesmo que tentaram com samba e Elvis Presley

O crack tá na rua, vicia os moleque

A polícia que recebe faz que não percebe

Os noia quando querem partem pra roubar

E o revidar de alguns pedestres faz morrer e matar

Que vire jogo, não é especial

Mas você é especial pois está lutando em meio ao caos

Pirituba, então é

Malandro bom sabe o que fala

Quem não sabe, não é


[Gancho]

Numa terra de assassinos e corruptos

Maior medo é que tenhamos liberdade

O poder sem a justiça é o fim do mundo

Opressão espalha corpos na cidade

(Polícia que nós têm não honra)

Criança na escola é raridade

(Polícia que nós têm não honra)

Criança na escola é raridade


[4x: Sandrão e Sombra]

Em São Paulo, à luz e sombra

Monstro que assombra

(Uma multidão rumo à solidão)


[Verso 2]

São Paulo é mortal, é uma selva de pedra

Então à noite é fatal, a violência impera

O amanhecer é um contraste de choros e velas

Assassinos invisíveis agem nas favelas

O número de mortes que os justiceiros fazem nas ruas

Está muito mais acima das que se tornam públicas

Feridas que não sangram são mais doloridas

Não existe um remédio que cura uma ferida

A história vai mostrar que os piores momentos

Não foram as ações dos cuzão violento

Mas sim dos bons que continuam lento vendo

Tudo assim com indiferença e silêncio

Meus irmãos dessa geração são os que se arrependerão

Das ações dos filhos do cão

Dos filhos da luz pela omissão

Enquanto seu espetáculo for cassetetes e bombas

Políticos dão um jeito e fica assim, a mesma coisa


[Gancho]

Numa terra de assassinos e corruptos

Maior medo é que tenhamos liberdade

O poder sem a justiça é o fim do mundo

Opressão espalha corpos na cidade

(Polícia que nós têm não honra)

Criança na escola é raridade

(Polícia que nós têm não honra)

Criança na escola é raridade


[Refrão 4x: Sandrão e Sombra]

Em São Paulo, à luz e sombra

Monstro que assombra

(Uma multidão rumo à solidão)