Released on 2003

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[Fim do Interlúdio I: Dexter]

O homem preto não pode parar!


[Introdução: Helião]

Superar, representar, conquistar!

Superstar, estrela negra no ar!

Igual Zumbi, Malcolm X, exemplo pra citar

Superstar, brilha na periferia

Favela é o lugar!


[Verso 1: Helião]

Rap é até Superstar

Poderia ser cruel pra mim, pobre de mim

Fosse assim sem os manos, como traçar os planos

Eu quero ouvir os manos: "Todos são Manos"

É tem que por fé é, não interessa

Sabe qual que é pois é a fé que completa

Pensamento liberta, vejo o futuro, me sinto triste

Confuso, censuro meu pensamento, preciso!

Eu preciso enxergar os acontecimentos

São sempre os momentos maus não entendo

Vejo na televisão, jornal, são:

Políticos, terrorismo, racismo, rebelião nos presídios

Outro dia 2 malucos assinaram um 12

Sabemos que forjaram pois ninguém nasceu ontem

Fazer o quê? Treta de mil grau

Não nem deu pra se envolver, muito dinheiro e tal

Preste atenção: então, não! Não! Tá bom pra ladrão não

Ganso não vai ter dó de bons irmãos

Vejo na rua vários pra mim são otários, é assim

Eu reconheço um polícia disfarçado, rápido!


[Refrão: Helião]

E é lógico, precisa sim! Rap é o máximo! Defenda-se

Pra quem acha que é o mínimo, blah! É aquilo (bláh!)

Favela é o lugar, é! Tem até Superstar


[Verso 2: Sandrão]

Mosquito, peixe morre pela boca no fio do anzol

Políticos, promessas, palavras o vento leva

Chispa fumaça na neblina

Maluf é igual o Pita, não se vota, faz rima

Bem pior que o noia que rouba o varal

Ou do Pit bull que cagueto o mano ali e tal, polícia

Invade a favela, despeja mulher grávida

É tanta criança que não sai da minha lembrança

Toca fogo nos barracos, veja só a chama

Na tela da TV pra hipnotizar, se emocionar

Chora daqui, em rios de lá

É lógico que eu não posso abalar meu psicológico, é trágico

Como eu queria ser um Mágico de Oz

E ao controle da minha voz todos nós com a grana

Curtindo a "Gozolandia" sem ter fama

O pesadelo às vezes chega rápido, engana, inflama

E é aquilo nas ruas é que mora o perigo

O aço tá no domínio, quanto valerá o alívio?

Do playboy que chorou, no semáforo, é o terror

O fruto que sua sociedade plantou não tem amor

Vejo nas ruas as pessoas, os coroas já colocando a mão na carteira

Pra mostra que está ligeiro, besteira!

Não vou dizer que sou o terror

Mas vagabundo não é como flor

Não joga confete, procede, curte Rap

Pois quem é não esquece não filho da...

A maioria gostou som de ladrão Rap segura

Só pra representar,está no ar, é a nossa cultura é a cura

Quem é da favela se orgulha!


[Refrão: Helião]

E é lógico, precisa sim! Rap é o máximo! Defenda-se

Pra quem acha que é o mínimo, blah! É aquilo (bláh!)

Favela é o lugar, é! Tem até Superstar


[Outro: Helião]

Superstar, vejo os manos chegar

Superar, periferia vai abalar

Superar, representar, conquistar!

Superstar, estrela negra no ar

Igual Zumbi, Malcom X, exemplo pra citar

Super Star, brilha na periferia!


[Gravação de telefone - Continuação do Interlúdio I: Dexter]

Esses casos foram exemplos para mim, pra você e pra todos os irmãos, tá ligado? Que vivem aí sem esperança e sem perspectiva nenhuma. Hoje, graças a Deus, eu tenho a minha e você tem a sua, tá ligado? E foi graças a esses cara. Então, eu acho que nada é em vão, nada acontece por acaso