Released on November 1, 2019

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[Arthur “O Rei Caído”]

O fogo aqui não para

O fogo aqui não para


[Rodrigo Zin – Verso 1]

Parto dessa revolução, onde vi o fogo, imaginei a mata, um caixão

Quem dera o humano com sangue na mão em extinção

Pra cada poeta morto, uma coroação

Viemos da madeira, museu ungido e de madeira

Tipo “a arte não dá certeza”

Viver de arte é se banhar em gasolina

Abraçar o fogo gritando “salvem a natureza”

O fogo aqui não para

O fogo aqui não para

A arte morta emoldurada

Na parede da minha casca

Amortecidas asas

Amortecidas asas

Grana pra água

Água que não cala o fogo da minha alma

Eu temo ser fogo

Pois seu beijo é arte

Não seja um museu...

Não quero que isso acabe

Querem que isso acabe

Querem que isso acabe

Malditos, me toquem...

Pois meu fogo vale!

Pois meu fogo arde

Arde feito arte

Não entendem arte...

(Teu museu morreu...)

Desista!

Teu museu morreu!


[niLL – Verso 2]

E a entrada tá fechada

E eu só vejo nela...

Notícia sobre o fim dos dias

Fechamos pra reforma, mudança de normas

Só sobrou o espaço, completo com as sobras

Me tiraram da minha casa e não falaram onde íamos

Queimaram meus livros, trocaram meus ídolos

Na viagem eu queria ao lado do vidro

Mas não iam deixar? Eu duvido ...

Enfim... Grana pro meu filme e pra mim

Potencial em alta, meu amor e eu, sim

Antes do ódio invadir

Queimaram como o sol, as paredes daqui

Janelas e portas vãos se abrir

Mas não me perguntaram se eu queria isso aí

Não importa quem vai filmar o Take

Mas a minha história, eu quem vou dirigir

A minha história, eu quem vou dirigir

A minha história, eu quem vou dirigir

Não importa quem vai filmar o Take

A minha história, eu quem vou dirigir (Yeah)


[NEGUS – Verso 3]

Devolva a minha arte

Devolva a minha parte

África é mãe

Que morreu no parto

Gritando no quarto

Suas pernas abrem

Pedindo que parem

Feridas não saram

No topo da montanha a pele preta

O que eu tenho é um sonho e a ampulheta

Escopo do gatilho é a escopeta

E em meus rins: Pedras de Roseta

Seguem calando bocas nesse calabouço

Se você fecha boca abre o fundo do poço

Mas se abaixar a calça a abrir mais a boca

Esvazia a alma e enche o bolso

Colecionando crises e cruzes

Flashs e luzes

Vazios: somos museus

Colecionando chamas no quadro

Traumas no enquadro

Brasil

Somos museus

Me pedem água, eu pego fogo

Me devendo mágoa, é o jogo

Me pedindo foto enquanto eu morro

Hmm-mm somos museus


[Arthur “O Rei Caído” & Rodrigo Zin]

- Belas Palavras... Mas isso não vai parar o fogo

- Beberei do fogo então...

- Interessante


[Johaine – Verso 4]

O fogo aqui não para

O fogo aqui não para

A arte morta emoldurada

Na parede da minha casca

Amortecidas asas

Amortecidas asas

Grana pra água

Água que não cala o fogo da minha alma

Eu temo ser fogo

Pois seu beijo é arte

Não seja um museu...

Não quero que isso acabe

Querem que isso acabe

Querem que isso acabe

Malditos, me toquem...

Pois meu fogo vale!

Pois meu fogo arde

Arde feito arte

Não entendem arte...

Teu museu morreu...

(Crawling Back to You)

Teu museu morreu...