Released on October 24, 2017

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Letra de "InSOMnia 2", por Ogi, Diomedes Chinaski

Coruja BC1 e Emicida


[Intro: Diomedes]

O Aprendiz!


[Verso 1: Diomedes]

A polícia quase pega a gente

E eu pensando como que era gata aquela agente

Imaginei a gente junto vendo Tela Quente

Ela viu que corremos e disparou bala quente

A cidade não dorme, vários animais noturnos

Dependo desse corre, por isso nunca mais durmo, não

Preciso fazer grana, tipo Migos

Senão é sem futuro pra mim e pros meus amigos

Questão de sobrevivência me destacar

Tô vendendo sílabas, deposito e vou despachar

Deslanchar e não descansar

Só preciso desbancar

Falsas leis, falsos reis, falsos bê-á-bás

Botei a veracidade do mercado em xeque

Hoje eu tô com os ídolos na mesma track

O rap devia ser pra emancipar nóis

Não festinha pra encher de droga cu de playboy


[Verso 2: Coruja BC1]

Quantos pesadelo me manteve acordado

Vagar no Umbral te faz reconhecer teus pecados

Meu pai ensinou não alisar, então vou encrespar pro teu lado

Pique Audax de Osasco no Paulista do ano passado

Vou cuspir fogo igual Etna

Tirando leite de pedra, não é história do Rei Arthur

Minha Bic tá com fome

Igual moleque armado na espreita pra assaltar o Carrefour, porra!

De fato, eu pareço o Emicida, mano

Favelado, de Orixá rei e que vai ficar rico até o fim do ano

Numa fita, eu lembro o Projota, mano

Fiz um álbum com o Caique, vou ficar rico até o fim do ano

Toquei tanto terror

Que a crítica maior dos meu hater é me comparar com vencedor

Na era do autotune, essa é minha alto-turnê

Stanley Williams, não Peter Pan

Na terra do nunca vão me entender


[Refrão: Marcela Maita]

É, lâmpada pros pés na escuridão

Quando eu caminhar nesse chão

Sem sofrer revés, trevas queimarão

Quando eu acender lampião


[Verso 3: Ogi]

Fiz um banquete pra família dos que já matei

Misturei carnes com ervilha quando cozinhei

E o jantar foi antropofagia

E o povo comia

Seu corpo no dia

I see dead people me assombra

Aqui ferve, vou me esquivar

Da legião de MCs

Pois lhes fiz mortos hostis

Que quando vivos eram só lero-lero, battle quiseram

Não souberam que eram Roma e eu era Nero

E era Oren o meu nome ao contrário, e falaram

Que o deles era Amor, e nem por isso oraram

Lá no inferno, eu sou visto como Constantine

O Diabo inveja o jeito de rimar sublime

Só escute o barulho (scata-pum!)

E eu acabei de executar mais um


[Verso 4: Emicida]

Pipoca faz piada com abusar da empregada

Isso não choca o movimento que luta pela quebrada

Não pega nada? Sério? Desisto, irmão

E a quem duvidou de Moisés

Boa sorte no debate com o centurião

Pra cada abismo, a sua geração

Que tem como meta meter pra caralho

Mas só mete o pé pelas mão

A caneta do zica é tipo eleição, xeque-mate

Na hora dela, pode pá, vai chover de debate

Vocês e seus textão, ladainha

Sou rei da conversão no rolê que se alimenta de conversinha

Primeira divisão antes do iPod

Sempre livre, trampando nos melhor lugar, tipo Modess

Então não fode, velho, eu respondi no fórum

Por versos que dizem que pretos são deuses e moram no Orum

Terror do sistema, ame ou odeie, sem maldade

Depois de mim, o tema central dessa porra é possibilidade


[Refrão: Marcela Maita]

É, lâmpada pros pés na escuridão

Quando eu caminhar nesse chão

Sem sofrer revés, trevas queimarão

Quando eu acender lampião