Bravos

By Reator

Released on August 14, 2020

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[Verso 1: Reator]

Traz o pó de talco p'ó palco, vou bufá-lo

'Pá cara dos gajos que se acham reis

Eu vou caçá-los, matá-los, humilhá-los

Boy, somos nós que ditamos as leis

Vocês são tão parvos com cara de otários

Tenho muita pena das vossas mães

Tens a cara ao contrário, tu nem és armário

Coitado, nem te deixam entrar em bordéis, feio

O meu rap deixa mossa

O teu nunca vai bater, nem com a tosga

Tu metes os bois atrás da carroça

Não toca

Tu és poça, o ouvinte é galocha

“Mais vale remediar do que prevenir”

Lema dos teus pais que explica o facto de tu existires

Vou-te pôr underground por baixo de mеnires

Pedras no caminho? Carrego-as todas só para não cuspires

Glitch. Call me Obélix

Triste, presumiste que isto fugisse, mas eu vi bitch

Conduziste e não fizeste o pisca

Baixa a crista, meu artista

Isso não é fixe

1234567, não é viva p'ra ti

É um "Viva à nossa camionete"

És tão wack, aposto que não sabes fazer omelete

Ou pior aposto que não sabes fazer esparguete (Loser)

Pega numa panela com água

Depois mete a fervê-la

Com sal grosso a enriquecê-la

De seguida mete um fio de azeite

Não confundas com leite

Agora tapa com jeito

And wait 10 minutes, feito

Fuck PES

Dai-me forças, meu Senhor

Tua dama é um 10

'Tou em modo sedutor

Desculpai minha rudez

O meu nome é Reator

Falo bem o Japonês

Dakupami Miamô

Sou mutante de Júpiter

Faço bullying a Lúcifer

És aluno eu sou o Mister

Eu sou muita mau

Dá-me a tua carteira

Ou dou-te com a chuteira

Eu faço bué capoeira

Levas com o berimbau

'Tou-me a cagar para o código civil

Vou-te elogiar no dia 1 de abril

Seu imbecil, amo o Gil, tu adoras pão sem o til

Ganda freak, volta para chernobyl

Apetece-me arroz de tamboril


[Refrão: Reator]

Nós somos os mais aptos

Pupilos do Saramago (Saramago)

Nós somos os mais bravos

Amo-te Dionísio


[Verso 2: Najab]

Se tens olhos, pára

E prepara essa cara

Que eu venho com punchs quentes

Tipo areia do Sahara

E é bom que nem tentes

Brincadeira sai-te cara

O que eu cuspo entre os meus dentes

Nem com o tempo sara

Calma mano, nem te apresentas?

Eu sei

Há quem me chame Moutinho só porque eu bato bem

E queres saber o que eu bato bem?

Eu digo-te onde eu bato bem

É com estas duas mãozitas nas bordas da tua m**

Tu és tão fraco Draco

Levas com Avada Kedavra quando ataco, mato

Não passas de um cromo que eu saco e meto no saco

E no final do dia sirvo-te como arroz de pato

Já que brinquei um bocado, quero ter o certificado

Que a atitude deste borrado finalmente acabou

É bom que ganhes respeito, ou vais acabar desfeito

Pelo braço direito do filho do teu avô

Mete cola nessa sola

Começa a dar ao chinelo, se queres granola na sacola

Ou então passa a vida com estola a pedir essa esmola

A levar com balas da pistola desta nova escola

Se fazes poesia, eu faço epopeia

Eu sou duro como a merda, tu és diarreia

Minha dama é kuyada enquanto a tua é feia

Mas como um gajo não é esquisito, mesmo assim papei-a


[Bridge: AutoTuna]

Sinto-me a endoidecer

Não sei o que me está a acontecer

Quero não sentir nada outra vez

Quero sair deste tormento

Não quero ser teu amigo

Não és parecido comigo

Ou sou eu que estou perdido?

Sinto o meu olho húmido

Quero ficar sozinho

A beber do meu vinho


[Refrão: AutoTuna]

Quero continuar a ser Bravo

(Demba Ba, Demba Ba, Demba Ba, Demba Ba)

Mas já não me sinto aquele Bravo

(Demba Ba, Demba Ba, Demba Ba, Demba Ba)

Já não sou digno de ser Bravo

(Adoro moamba com Guaraná)

(Adoro moamba com Guaraná)

(Adoro moamba com Guaraná)

(Adoro moamba com Guaraná)