Released on March 18, 2016

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[Verso 1: Rashid]

Anos e anos no deserto, com pouca esperança, quase nenhuma

Incerto, depositei o peso da minha cruz na leveza da escrita de uma pluma

Abram-se os mares que eu quero passar!

Pique Hamilton, com mil tons de cinza no olhar

Porque será que a corrente dos irmãos causa aversão

Mas a nos pés dos meus ancestrais, não?!!

Ás em ação no fonema

Pra incomodar os “comédia”, igual o Sabotage no cinema

Roubando a cena, apenas fatos

Pagando o pato enquanto vocês brincam de Pôncio Pilatos

Ratos! Vi os grilhões e sermões dos senhores que fizeram tantas nações de cobaia

Pregando humilhações, mas se o mundo presta congratulações a miséria, eu prefiro a vaia

To tipo more fya de Bob em Kaya

Guiando a laia, permaneço de atalaia

Sem riso frouxo pra humorista

Que só se acha engraçado se fizer uma piada racista

E dependendo do ambiente é assim

Rashid, o artista ou só mais um “pardim”?

Em vista a quantos iguais a mim?

Não pisam nem no jardim por não ter a cara na revista, enfim

Mas não se resolve um problema

Se não se assume o problema

Tipo Colônia em Barbacena

Pondo os pingos nos I’s, “chegamo” igual os pingos nos U’s, trema!

Difícil é amadurecer

Seu ego não pode ser maior do que o que “cê” tem pra oferecer

Eis a revolução interna

A luta é longa mas a glória da vitória é eterna


[Refrão: Coro]

Êxodo, tire o peso dos

Nossos ombros e

Me ajude a sair daqui! (2x)


[Interlúdio: Rashid]

Eis que a liberdade bota a cara em minha janela e diz:

“Você não pode ser escravo de ninguém, ouviu? Nem de si mesmo, ou de ideias antigas que não pertencem a um ser humano que evoluiu

Pois pra se libertar é necessário reconhecer a prisão

Afinal, falsa liberdade é a pior escravidão…”


[Verso 2: Rashid]

Viemos de anos luz da melhora, de trilha sonora um Blues

Marchando rumo ao topo, tipo o Jordan no Bulls

Convivendo com o lixo, o luxo seria um plus

Mas do que quebrar regras, queremos quebrar tabus

Sem atalho, ao contrário do ProTools

Fazendo da voz um instrumento a la Babylon by Gus

Entendem?

“Cês” tão preocupados com a marra e eu com as amarras que nos prendem

Vendem conceitos e pré-conceitos

Teus carrinhos tão cheios e eles satisfeitos

Mundão suspeito e precoce

Ninguém mais quer fazer parte, quer tomar posse

Quando eu vim de Minas Gerais

Não foi porque era ruim, na verdade era bom até demais

Mas algo me dizia e ainda diz

Que era necessário mesmo todo o sacrifício que eu fiz

Sem grana ou conforto, o caminho mais torto, sem farol ou porto

Ninguém me responde

Porque é indigesto vencer sendo honesto, tão raro que o gesto

Te torna um monge

Cuidado que a pressa é que diz quem tropeça, atento vou nessa

Sabendo bem onde

Ponho meus pés com firmeza, “morô”?

Porque eu não quero chegar rápido, eu quero chegar longe!


[Refrão: Coro]

Êxodo, tire o peso dos

Nossos ombros e

Me ajude a sair daqui! (2x)