Released on October 16, 2015

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[Verso: Rashid]

A luz vermelha que pisca quebra o tom escuro

O Giroflex reflete no cinza do muro

No set, quatro manos em pé, com a mão pra trás

E três gambés que eu já nem sei se são humanos, mais

O time, o relógio aponta madrugada

O crime: lugar errado, na hora errada

Define, um dos manos, quando perguntado

Lembra dos filmes: "quero ver meu advogado!"

De onde vêm, pra onde vão?

E o flagrante, tem ou não?

Eles tão pro bem ou mal, se jogar a de cem na mão?

É a prova, neguim

Uma resposta errada e o vermelho não vai pro boletim

Tipo escrever a vida com nanquim

O tempo não afaga, linha do destino não se apaga

Não deixe que o medo te envolva

Fale uma palavra atravessada e não há Pasquale que resolva

Um dos polícias pega os RGs, pode ver

Entra no carro e consulta o QG

Outro de olho, pra não ter fuga

Mas, na capivara dos moleques, não achou uma pulga

Enruga a testa

Não sabe se sente raiva ou alívio, mano, olha o nível

Crível, o diabo trisca, ele cede

Se sentindo o dono do cartel, tipo Breaking Bad

Resmunga alguma coisa e sai da viatura

Devolve os documentos, arruma a calça, na cintura

E diz, no ato:

"Nós vamos dar a volta no quarteirão, e quando eu voltar

Não quero ver nenhum dos quatro"

No ouvido, bateu forte, neurose

Tipo a cena do Pulp Fiction, a mina tendo overdose

O seguro morreu de velho, mano

Quem vai ficar pra ver se os caras tavam só brincando? Vamo!


[Ponte x4: Rashid]

Correria, correria

Vai me dizer que você ficaria?


[Refrão x2: Izzy Gordon]

O que fizemos aos senhores

Além de nascer com essa cor?

E de sorrir lindamente, diante

De nossa amiga dor?