[verso]
Ninguém mais se preocupa em ser realmente
Apenas em parecer ser socialmente
E na rede social mente, só se aumenta
Não se importa com o que sente, só com o que aparenta
Comprime cada ato pra caber no sensato
Vive de foto mas nunca vive de fato
E é fato que essa foto tem seu polo negativo
Nunca se vendeu tantos antidepressivos
“Antes depressivo que mal visto”, se conforma
Se transforma pra caber na fôrma de qualquer forma
Segue a norma, segue sempre o que o padrão diz
Mesmo que o padrão seja o cidadão infeliz
Vive numa penitência, a grade é a importância
Que dá tanto a aparência, a alma perde a fragrância
Aparência e essência vivem numa dissonância
Sem audiência a existência não tem relevância
Toda essa obediência a padrão de causa ânsia
Mas a sua consciência ainda grita com constância
Reclama da abstinência da pureza da infância
Quando a convivência não temia a deselegância
A espontaneidade sofre atentado
Nada é mais espontâneo que o medo de ser julgado
Implora aceitação de quem não gosta de você
Quem te ama te aceita independente da imagem que vê
[Refrão]
A máscara já não mascara mais a cara (X2)
A máscara já se tornou a própria cara (X2)