Vibranium

By Rap Box

On CypherBox

Released on August 24, 2018

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[Letra de "Vibranium", por Eloy Polemico, Nabil, Nego Max, Dow Raiz e Zudizilla]


[Intro]

This is downtown!

Da-da-ra-ra-ra-da-da, ei

Da-da-ra-ra-ra-da-da

Da-da-ra-ra-ra-da-da

Da-da-ra-ra-ra-da-da

Da-da-ra-ra-ra-da-da


[Verso 1: Eloy Polemico]

Tupac, aqui, 'taria vendendo coca

Ou levaria cento e onze numa madrugada (uh)

Nem todo preto tem que ter razão, é poucas

Mas esses cinco, aqui, pra aparecer, não faz piada (não, não)

Nosso stand-up é hino, sem o Luda

Punho cerrado, discurso não muda

Meu protocolo gruda nos inconformados (ei!)

Meu sobrenome é uma mutilação

E eu te pergunto: quem que apagou meu passado? (Quem?)

Os PMs ainda tapam o sol com a peneira

A Jim Crow tá viva (uh)

Amigo, essa é sua versão brasileira

Fazendo a coisa certa, eu vivo até os cem (aham)

Fazendo rap, eu vou além, que a vida é passageira

Pra mim, todo dia é segunda-feira

Não aceito cara-pálida rindo e falando asneira

Do Rancho pro mundo

Quebrando as barreiras e cruzando as fronteiras (la-la-la, la-la)

E, se depender de mim, 'cês todos vão comer poeira (rááá!)


[Verso 2: Nabil]

Olá, Milli Vanillis, o Nabil tá na trincheira

Como fênix, com a maldade comum da sexta-feira

Não é macio, Kennedy; balas em John Kennedy

Soco com Lennox, atropelo como Pusha T

Pretos em problema social, psicótico mental

Sente orgasmo quando dizem: "favelado é tudo igual"

Orixá protege mesmo quando crê o caos

Veloz como queniano, desde Ilha Shark

Vendo eles chaparem no clipe do Gambino

Hipócritas, esses meninos

Pais de filhos que não brincam com nossos filhos

Não tô rindo!

Num dirigível, esconde a prata

E a síndrome de Shaka Zulu na cidade que nos aborta

Te ensino a brincar de hip-hop

Com linhas de 220, cerol no copo

Eles dizem que a navalha corta

Nossa carne fraca por escolhas tortas

Como a sinfonia nos gritando "rende-se!" em apêndice


[Ponte]

Tcha-ra-ra-ra-ra-ra-da-da

Tcha-ra-ra-ra-ra-ra-da-da

É bem fácil 'cê cair

Tcha-ra-ra-ra-ra-ra-da-da

Tcha-ra-ra-ra-ra-ra-da-da

Tcha-ra-ra-ra-ra-ra-da-da

Tcha-ra-ra-ra-ra-ra-da-da

É bem fácil 'cê cair

Tcha-ra-ra-ra-ra-ra-da-da

Tcha-ra-ra-ra-ra-ra-da-da


[Verso 3: Nego Max]

Ra-psicocinese, a mente sobre a matéria

Artéria que pulsa, explode, expulsa as bactérias

Quitéria nos fones, força interiorana periférica

Gueto da Via Láctea, lado sul da América

Mérito não existe onde saúde e educação é luxo

Mas, pro azar deles, eu sou bruxo e não dou brecha

Dou uns puxos e passo a festa pros gorilas (what's up?)

Nego motherfuckin' Max, a.k.a. Ku Klux Killa

Vejo tanta coisa que tudo que eu faço parece que é pouco

Bolo um plano, bolo um beck, faço um rap, fico louco

Fico rouco de tanto externar energia cinética

Telepatia eletromagnética atravessa as travessas

Vários travessos travados pelo caminho

Destilo o antídoto e vou nessa

Não tô sozinho, é nova era

Os pretos panteras, tacou no fogo com tudo

Sem medo de Anhanguera


[Verso 4: Dow Raiz]

Ei, falam mais de Hitler do que Cristo (wowww!)

A moda é fingir que não é racista pra não se sentir omisso

A máscara da mentira eu avisto

Acredita num branco de olho azul, não em um Deus mestiço

Senhor, o quanto foi difícil aqui

De '64 a '18, o mesmo filme

O golpe que faz você dar facada em si

O tempo em que ninguém consegue mais se ouvir

Eu vi que não é questão de cor, nem classe social

Questão de não ver o próximo como algo mau

E esses raps de coxinha? (Ha, ha, ha!)

Que conseguem bater o recorde

De ideia torta em uma simples linha

Apropriação sem noção; sai, zica! Banzai

Acredito que tem Hancock

Implica que tem Peter Tosh e fica

Por segundo, nasce (heh-ha)

Mas só a gente não acredita nessas fitas


[Verso 5: Zudizilla]

Yeah, yeah

Zudi no moio e o Zilla no mic check, yeah

Sensimilla no bong; no copo, um Bourbon

Nas linhas, um gênio

Na mente, o sistema sináptico complexo

Na vida, eu sou Arthur Bispo do Rosário

Sigo confundindo falsos mestres

Abro caminho pros pretos encontrarem o quilombo

Deixando os cuzões em segundo igual Rosberg

Minha adrenalina não provém das linhas

Respeito das linhas, mas basta chegar essas linhas... Ish!

Respeita essas linhas, chefe

Mantenho em sigilo aquilo que eu acho até que

Comecem a nos citar entre mitos

E eles, nos recreios da creche

Descendente do açoite que fez branco rico

Não preciso de vários flows

Preciso só de um que mantém vivo o rap

Deslizo igual Usain Boy no bowl, cigarro e fogo

Um fone com Dizasterpiece

Um tênis fodido e um B.O. no bolso

Desejo em dobro o que eles querem pra mim

São cinco pretos, flow ja para e vira Wakanda aqui


[Outro]

Tcha-ra-ra-ra-ra-ra-da-da

Tcha-ra-ra-ra-ra-ra-da-da

É bem fácil 'cê cair

Tcha-ra-ra-ra-ra-ra-da-da

Tcha-ra-ra-ra-ra-ra-da-da

Tcha-ra-ra-ra-ra-ra-da-da

Tcha-ra-ra-ra-ra-ra-da-da

É bem fácil 'cê cair

Tcha-ra-ra-ra-ra-ra-da-da

Tcha-ra-ra-ra-ra-ra-da-da