Sko Ella

By Rap Box

On Orgânico

Released on November 24, 2020

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[Verso 1: SÓCiro]

E ela me pediu, sapatos rubro sangue

Roubei vários, senti fome

Como ela me tira o foco, é foda

A gente fode, e como a gente fode

Foge dela, ela é pior que um bode, um corte

Compactuamos sem pensar

E sempre está na minhas veias

Sua bunda é brincadeira

Tu é o azar e minha sorte

Morte, me mate agora, mas me deixe longe dela

Sko Ella, forte fera, a gentе fode minha vida, não vá fuder com ela

Mudas o еterno ermo da matéria medra

Esfinge linda, tipo um sonho de pedra

Te odeio, e amo seus seios

Minha mão nos seus cabelos

Ó, deusa do gelo

Te estudo tanto que minha ciência é suas pernas

E eu que pensava ser tão frio

Me deparei com a sua temperatura

Atura, e nessa altura do campeonato

Quero me atirar nas curvas do seu corpo

O diabo veste Prada

Gucci, Versace e flores

Disse que ia lá em casa

Fudeu, hoje tu é minha puta

Ela senta, ela pede, ela chupa

Ela invade, conquista, ela é chuva

Toda tarde ela liga pra me ver

E o foda é que eu quero essa bruxa

No meio da transa ela pede um trago de haxa

Enquanto eu me sacio em um banquete embaixo d’água

Num copo de cachaça seu coração se conserva afogado

No carnaval, olhos do deserto de sal

Fala mansa que convém

Convence o mal, no covil, de dentro da cova

Me cava e suga minha alma, calma

Grito pra mim mesmo, calma

Seu cheiro nunca sai da minha casa

Calma é a porra, quero te fuder

Embriagar em suas lágrimas

E eu que pensava ser tão frio

Me deparei com a sua temperatura

Atura, e nessa altura do campeonato

Quero me atirar nas curvas do seu corpo


[Verso 2: Duzz]

Não para não, bagunça os lençóis, igual a um furacão

Quando mexe a bunda é uma alucinação

Fantasmas no quarto, uma fixação

Conclusão

Será se isso é sexo, distantes do chão

Parece ilusão

Baby, você é tipo novas pétalas

Sempre a me levar em novas cédulas

Olhe pra esse baby, nossas células

Nossa história é rica, várias pérolas

Apesar das perdas, prensados em sedas

Temos filho cedo, clímax do enredo

Programei o enterro, programar futuro

A vida é um sopro, a morte é só um furo

E, vai vingar, eu juro

O lucro vem com juros

Conversei com Deus, escutei sussurros

Agradeço ao susto, entenderam o surto

O caminho é longo, o prazer é curto

Olhe bem pra nós

Olhe bem pra nós


[Verso 3: Kamaitachi]

Eu entreguei a ti o vermelho e o pecado

Teu coração é vida e morte, é certo e errado

Seus olhos fervem por um ódio que é indecifrável

Tua alma abraça esse futuro indeterminável

O perfume da tua alma tem um cheiro bom

Mas é cruel, então prefiro nem tocá-la

A sua voz pra mim é como uma canção

Que é impossível um humano escutá-la

Te entrego em um graveto o meu coração

Já que em breve tu estará em minha casa

Pois tu aqui só causará destruição

E onde eu vivo, pra tu é um conto de fadas


[Verso 4: Carla Sol]

Cê não conhece o poder de uma mulher

Fica à vontade pra imaginar mas eu só faço se eu quiser

E não tem como não pensar, no jeito que olha dá pra ver

Que você tá com sede disso, eu sinto muito, nunca vai ter

Bandolera, ela trapaceia, vem e me incendeia

Marca a unha no meu corpo e o gosto, eu to ficando louca

É pouco, tira calma da alma, pura beleza

Posturada e ligeira

Art-nouveau da natureza, é

Mulher contigo eu quero viajar

Me conta teu segredo ou deixa eu desvendar

Me avisou dos perigos de chegar

Pois bem cheguei, me encontra ou deixa eu te encontrar

Ela é tão bela eu a queria hoje

Forte, intensa, low-rider na pista

Um swell perfeito, sem tempo pra pose

Ela é tão dela e que bom que fosse

Tu me apresenta essa mulher

Mermão te dava até um doce


[Verso 5: Knust]

Ela concede a dor por natureza

Nem sua beleza esconde o mal por trás do olhar

Pobre é o homem que confia em suas palavras

O seu sorriso engana, espalha desamor ao cantar

Deus fez do tempo a cura, ela do tempo, fez prisão

Fez da paixão loucura, fez de um amor carvão

Inevitável, tão quanto ação negativa

O próprio mal lhe temia, em vida

Lábios com verdades jamais ditas

No final da noite, sempre atrás dos bares

Buscando amores, desejando males

Almas inocentes, não sabendo de quem se tratava

Um único beijo bastava

O canto da seria ao fundo um blues antigo

Afunda lindos pares, melhores amigos

Seu nome Sko Ella, a mulher que o diabo temia...

Um lindo vestido, misteriosa como a noite

Jamais chame pelo seu nome, ou sequer se apaixone

O efeito é rápido, quase que um pacto

Com dom da palavra que pro mal ela utilizava