Quebrada

By Rap Box

On CypherBox

Released on June 1, 2017

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[Intro: Vietnã]

Ei, ei, som, ham

Ei, Cypherbox

VH, Bino, H.E, Vietnã


[Verso 1: Vietnã]

Ontem eu tinha 16

Sonhava demais, fei

Roubava até paz

Boot do ano, perfume importado

Dinheiro era mato e nóis fazia' mais

Eu corri muitas vezes, chorei muitas vezes

Problemas iguais

Minha véia é devota, foi fuga nos bota

E cada derrota pra mim era gás

Me diz o que cê fez ou se faz pra se achar demais

Se de onde cê vem tudo vem na sua mão

Mal dessa geração: não faz nada e quer mais

Meu irmão me ensinou o bem, sei por quem

Por isso corro atrás

Não fuja da luta, honre a conduta

Pague o que for, valor só pros reais

[Refrão: HE, Vietnã]

E eu era só mais um moleque da quebrada

Hoje ela é minha e por ela eu vou fazer virar

E cê num sabe da metade

De onde eu venho é sem massagem

Ou corre ou morre

Eu tô sem tempo pra explicar, fui


[Verso 2: HE]

De lá da pedreira distante da cena

Subindo ladeira abraçado com a dor

Vi o homem e a pedra com a mente no monte, o corpo ficou

Qual o fator que te afetou, qual sua desculpa no meio da selva?

É muita pergunta, quem traz resposta?

E pra falar bosta, vejo mó leva

Daqui posso ver onde a mente me leva

Mas o foco já tá na proposta

É o hip, é o rap, [?] no Zona Sul

Sem ideia torta, truta

Rap não é disputa, pelo menos não era

Pois sei que pra quem escuta vale bem mais a ideia, oh

Vale mais a ideia, oh


[Verso 3: Bino]

Na-, na-

Ainda é júnior pagando de bandi'

Rimando igual Sandy, nem conhece Bone

Larga o microfone

Sua profissão quem assina carteira é o Oscar Maroni

Sangue na bic, público pequeno

Mas amor gigante, quebrada ou favela

Rap fashion week, só liga pros pano

Não encosta no gueto, MC passarela

Trombar esses mano em evento de rua malaco daquele jeitão que nóis gosta

É fácil igual trombar o Dória pilaco foscando um beiral fazendo pé nas costas

Já foi a moda ser hippie, hoje o que a moda manda é ser hype

O que eu quero é só ficar rico com rap, sem dever o Denarc

Santo forte, grau e corte, só pinote nos ROCAM

Tomando corote, o menor que serve teu pó é quem toma teu brait na peça amanhã

Na-, na-, na-, na-

Não são reais, ego inflado igual baiacu

Foi na Galeria, pagou fantasia, mas quem é da rua sabe que é boy cu

Kush, kush, kush, kush é o tema e o Temer que siga nos fodendo em paz

Cash, cash, cash, cash, lenda, aposentadoria ao gueto nunca mais

Rato no seu camburão, vem roubar brisa toda madrugada

Faz cosplay de Cosme e Damião, distribui bala por toda quebrada

Sem placa, acelera, Bandit e bandido é bem pago traficando coca

Meu cordão é lata, não estourei hit

Mas tenho respeito de toda maloca

Trampando demais

Como eu consigo no corre das nota nunca parar em casa?

O segredo são cartas motivacionais: da Eletropaulo, Itaú e Serasa


[Verso 4: VH]

Porque eu quero paz, paz

E Luz eu levo no RG

Hã, tudo muda rápido demais, foda-se

Foda-se amizade Paraguai

Não para, cara, vamo' embora

Pouco rap, só estética

Loucuras, atitude, questões aritmética'

Andando pela rua, mente não fica estática

Deus, Rap, tudo matemática

Assim como 10+9 não é 20

(Cê lembra?) Lembra? 300 derrubaram milhares

Perda de tempo? Com 2 ano em seis mês'...

Por que que eu sozinho não vou matar vocês?!

Que tempo é dinheiro, mas é muitas coisas

São coisas as quais eu não vou dispensar

Lembrar dos problemas, tem vezes que é forca ou força pra nóis não parar de pensar

Cadeira sentado, olhando a janela

Ouvindo um radinho que nem meu avô

Lembrando da vida, o resumo é família

Mais belo quadro que ele já pintou

Cidades, mares pra se desbravar

São vários lugares, quero conhecer

Chinelo na areia, mó brisa do mar

Joga essa na rede, vendo o sol nascer

[Refrão: HE, VH]

E eu era só mais um moleque da quebrada

Hoje ela é minha e por ela eu vou fazer virar

Da raiz pro caule, desastre pra folha

Leva pra sua casa, causa natural

Boatos, boatos... quem vive guerreiro

VH, La Viela é um arsenal, porra