Released on July 25, 2017

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[Intro: Gigante]

Rap Gym

Yeah, até o fim

Gigante no Mic


[Verso 1: Gigante]

Salve Gasper, NB, Buneco e Nobre San

De Goiânia para o mundo

Rap lidera o clã

Meu talento é viver

Nossa missão vencer a morte

Cada som eternizado no tempo faz seu recorte

Canções são rascunhos da eternidade

Poetas são mensageiros que lapidam mensagens

Pelas areias do tempo

A liberdade faz da música um espelho que reflete a nossa imagem

Faladores de plantão

Não plantam você Platão

Quer tá preso na caverna só enxerga na escuridão

Faladores só falam, eu executo

Meus planos e projetos, os pelas e os putos

A cólera já me fez errar quento eu tava certo

Aprendi a tá na guerra mantendo a calma por perto

Sou sangue frio ao mesmo tempo sangue quente

No equilíbrio sangue bom sem derramar sangue inocente


[Verso 2: Gasper]

Hã, Gasper

Plá!, Hã

Sou jovem negro

Fiz real tudo que eu sonho

Carro, grana, adrenalina

Fé que expulsa meus demônios

Minha mãe não dorme

Me fala nos mesmos sonhos

Se eu lucrar com cocaína Deus me deixa no abandono

Corrento de tretas

Zum, zum, zum

Sei que o melhor tá por vim

Caneta Beretta, vai, vai ,vai

Não deixa o mal te engolir

Escola da vida tem rua perdida

Poeta de esquina

Samsumg roubado

De ferro travado

De carro clonado

Nada pode mudar

NB verídico, Napalm é bomba química

K'Ment trampo rua

Vendendo minha droga lírica

Meu soco empaque físico

A mente é física

Nascemos pela music

Eternos pela música

Fabricando hinos, indo, sampleando violinos

Carregando mil histórias

Roteiros pra Tarantino

Drible no disbaratino

Cada dia despedindo

Verso original do Brasa DNA, genuíno


[Verso 3: Nobre San]

A favela ainda pede bis NB

Assim que Deus trabalha

Assim que ele quis

Que se foda a banda Kiss

Se eu parar vou me arrepender de tudo que eu não fiz

E o que eu não faço é o que mais me procupa

Uma canção que na sua vida uma parte ocupa

A vida não vai me por culpa

Não seja obsoleto com amuleto absoluto

Sol na cara

Acho que vou por minha lupa

Somos preto absoluto

Entramo em luto pelo luto

Seu papo torto não vai me deixar puto

Tenho um colar só de línguas que eu amputo

Aí Gigante quero uma casa que não tenha teto

Foda-se o teto de vidro pra essas tretas que eu nem treto

Tipo minotauro em Creta, nem treta

Que não se limita abdica etcetera

O rap me acolheu nos braços pique Bebeto no treta

Sou filho da mãe África, Tio Sam não foi obstetra

Sua atenção nóis que sequestra isso e Goiânia na orquestra

Orquestramos liberdade pra alma que se adestra


[Verso 4: Buneco]

Yeah, Napalm, vai, hã

Nem sempre o que é bom vence

Não sei como te convence

Pra chega até ser uma ofença

Esse som que é no sense

Até gerou suspense

Mas na rua é nóis que tá nos extenso

Quem atravessa o horizonte antes do sol se pôr

Aprende que respeito é a lei seja onde for

Juntei minha tropa

Fiz da música arma pra guerra

Quero uma vidra nobre mesmo ganhando uma merra

Goiânia rap city

Saindo do cockpit

Combustível tem Napalm pra deixar bem hot o beat

Ei NB, ainda me incomoda em ver

Os manin' de RD fugindo da GPT

Vixi

Meu povo cai como os pinos de um boliche

Governo nos descarta

E eu que sou o lixo

Hoje eu que sou o bicho

Se eu for julgado pelo o que eu faço

Então deixa que eu me acerto com Cristo


[Verso 5: NB]

É NB rapaz, GO nato

Sumemo

Nóis estoca mais de um milhão de história

Nóis fez escola

Não é de agora que os caderno fabricam as pólvoras

Você achou esse verso meio agressivo

Porque não viu a Joaquina rejeitar o Cirilo

Na terra de Mano Brown, conhece nem o 2Pac

Não sabe o valor de passear no parque

Na boca de fumo que nóis fumo

Não fumo, tragado, fumaça subiu

Por um instante fulminado, credo

Um de doze ano tocando o terror, credo

Um de trinta ano virando um avô

Hoje em dia os moleque não tora só as raia

Passa o cerol no crime, também nas mini-saia

Nóis aqui de baixo gita:

"Fora Temer, fora Temer"

Porque nóis não tem o que temer

Hoje os preto daqui já passou por vários sufoco

Do Abelhão sou cria

Escola de vários monstros

Goiânia não tem só o Zezé Di Camargo

Tem uns moleque doce com uns verso amargo

Embaladão sem ter do que reclamar

Envolvidão ao som do Kendrick Lamar

Caminho K'Mente visando o a cor do futuro

Explodindo igual Napalm

Aumenta o volume

NB, do Centro-Oeste do mapa

Exportando mais do que a Friboi com essas carne fraca

Fraca