Released on August 7, 2017

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[Intro: Kauan MC]

Yow

CypherBox, 2017, negô


[Verso 1: Kauan MC]

É a revolta gourmet

Por sobrar o que come

Cêis quer alegria toda hora porque não conheceu o que é sofrer

Abri a geladeira e só tem água pra beber

Cheio de fome, só tenho nome e o mundo inteiro pra fuder

Só ouço de game, quero que cêis tudo queime

Nóis é no money honey consequentemente no fame

Diferença de nóis pros boy valem de viver bem

Eles querem ter minhas rima eu quero ter a grana que eles tem

Rimar no trem, buscar o neném e ainda voltar estudar

Sem status, quero estudo, conteúdo não vão tirar

Balada só atrasou uns ano até montar um plano

Onde eu conquiste o mundo junto com todos os meus manos

Errar é humano, insistir no erro é paulistano

Se fuder a 20 anos ainda elegemos tucanos

Bota os boy no poder, já que a culpa é do PT

Com Geraldo e Dória no poder temos que temer

Pais sem estrutura, apropriam cultura

Rappers de direita apoiam o golpe, censura

Autoridades torturam, sociedade rotula

Nóis só descobre que é pobre no rolê de viatura


[Verso 2: Indigesto]

Mais uma vez o fim da tarde eu brindo o sol se pôr

E eu, colado no isopor, decidindo pra onde eu vou

Já vão se despedindo dos camelô

E diminuindo o busão com trabalhador

Resolvi olhar pra cima, quem me ilumina

Tão pequenina, feito casquinha de unha

Que perfeição, que obra prima

Me anima

Entrei no clima e quando eu vi eu já compunha alguém que nasça de bumbum pra ela

Por favor que me eternize esse instante

Pois não ter mais o tempo de antes

Me chateia

E ela já cheia desse mundo minguante

A noite passa calada já tá ca bada gelada

Cama de areia o céu de lençou

É ter telefone, minha casa aquela madrugada deu em nada

Deu em tudo, deu óleo em sol


[Verso 3: Flip]

Olha quem chegou

My name is Flip

O hater dos haters voltou

Isso é parte do meu show

Meio bossa nova, meio rock n roll

Slow flow

E mesmo se aumentasse o volume do rádio

Mesmo assim meus pensamentos vão falar mais alto

E fazer rima é minha sina

Eu vou pra balada só pra curtir depois sair de fina

Como uma abelha num jardim sem flores

Personagem de um desenho animado sem cores

A vida é multiplicação por associação

E o resultado é um só e não uma fração

Me sinto a um passo do Paraíso

Mas as vezes eu me sinto na beira do precipício

O truque é mole mas a vida é dura rapaz

A justiça nunca falha, apenas se distrai

Ingerindo álcool pra engolir o choro

Se sente tão inútil quanto o R do Marlboro


[Verso 4: Dois As]

Ô piva eu odeio a platéia

Sou dedo no olho de tudo que é fake

Cêis tem dinheiro pra caralho e ainda são mendigo pro Eike

Até então cago pra marca, eu não gastei um centavo em Bape

Eu não passo maquiagem pra tá bonito no take

Real rato, wake bake, clássico igual Kobe, Lake

Tanta prensada na seda que nem dá pra bolar shape

Bumbum tam tam tchuca shake

Nos fone o Real Slim Shady

Jahsco falou que o rap é água então nordeste mata a sede

Tô brocando a rede desde que decide não tá impune

Sua rima é fraca, não adianta entupir de auto-tune

É maloca, nunca se confunde, cê tá sempre propício a ficar no vácuo

Vai chupar se você achar que na Bahia só tem Baco

Eu sou interior dos brabo

Real rude, boy do mato

Não vai me faltar nada se o preço for a meu fardo

A única coisa que PM tem feito é bater pra caralho

E a matéria que prende o meu corpo não vale o que eu valho